
Foto: Diego Vargas/Seapa
Encontro reuniu instituições do Governo de Minas e representantes europeus para discutir inovação, sustentabilidade e planejamento territorial na produção de café
Da Redação da Rede Hoje
Minas Gerais e a República Tcheca discutiram, nesta quinta-feira, 22, em Belo Horizonte, a possibilidade de parceria voltada ao uso de inteligência geoespacial na cafeicultura. A reunião foi realizada na sede da Emater-MG e reuniu representantes do Governo de Minas, da Universidade Federal de Minas Gerais e de uma missão oficial europeia. O encontro teve como foco a cooperação tecnológica e científica. A proposta envolve inovação aplicada ao setor cafeeiro. A iniciativa busca apoio ao planejamento territorial.
O diálogo avaliou a integração de dados geoespaciais como ferramenta para o fortalecimento da cafeicultura mineira. A proposta prevê intercâmbio de experiências entre instituições brasileiras e europeias. A cooperação também considera a sustentabilidade ambiental. O uso de tecnologia é apontado como apoio à tomada de decisão no campo. O tema foi apresentado como estratégico para o estado.
A embaixadora da República Tcheca no Brasil, Pavla Havrlikova, afirmou que o café brasileiro é conhecido em seu país. Ela destacou que a Universidade Tcheca de Ciências da Vida possui experiência em projetos internacionais. Segundo a diplomata, a missão avaliou possibilidades de colaboração científica. As áreas citadas foram agricultura e meio ambiente. O Projeto Comunidade foi mencionado como referência.

Durante o encontro, técnicos europeus apresentaram o Projeto Comunidade, já aplicado na Colômbia e no Chile Foto: Divulgação Emater-MG
Durante o encontro, técnicos europeus apresentaram o Projeto Comunidade, já aplicado na Colômbia e no Chile. A plataforma integra dados de satélite e informações territoriais. O objetivo é apoiar decisões na agricultura e na gestão hídrica. A proposta também considera mitigação de riscos climáticos. O projeto foi apresentado como modelo adaptável ao Brasil.
Projeto Comunidade
O secretário-adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, João Ricardo Albanez, afirmou que a iniciativa pode apoiar instituições e comunidades rurais. Ele citou desafios como doenças do café, estresse hídrico e erosão do solo. Segundo o gestor, a experiência internacional oferece subsídios técnicos. A proposta está em fase de avaliação. O foco é a adaptação à realidade mineira.
A Emater-MG apresentou o mapeamento do parque cafeeiro mineiro, iniciado em 2016. O trabalho utiliza imagens de satélite com validação em campo. A ação abrange 460 municípios produtores. As informações são organizadas em um geoportal. O mapeamento aprimora estimativas de safra e localização da produção.
Também foi apresentada a plataforma Selo Verde MG, desenvolvida pela UFMG em parceria com o Governo de Minas. A ferramenta é pública e gratuita. O sistema amplia a rastreabilidade da produção. Os dados indicam que mais de 90% das propriedades de café não estão associadas ao desmatamento. Ao final, a Emater-MG anunciou a criação de um grupo de trabalho para discutir a parceria.





