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Presença de Maquiavel por toda parte, em quase tudo | Primeira Coluna

Imagem de Gordon Johnson por Pixabay

Eustáquio Amaral

Políticos. A maioria deles segue, com disciplina, a lição de Maquiavel. Seja político na esfera federal ou estadual ou municipal. Seguem com conhecimento ou não do que Maquiavel pensou e escreveu. Aliás, muito poucos políticos conhecem Maquiavel. Esses, poucos não há dúvida, praticam Maquiavel. Quem foi esse escritor doutrinador. Época em que viveu. A sua maior obra “O Príncipe”. Frases icônicas do livro adaptadas/interpretadas para o português e para a atualidade. Tais como “Aos amigos, favores; aos inimigos, a lei”; “Os fins justificam os meios”, “É melhor ser temido do que amado, se não se pode ser ambos”, e, “Os homens julgam mais pelos olhos do que pelas mãos” (é o marketing, as campanhas publicitárias, os trajes de acordo com os eventos, etc., pois a imagem, hoje, vale mais que o resultado em administrar). É bom e muita curiosidade saber um pouquinho do italiano Nicolau Maquiavel, de Florença (nasceu em 03/05/1469 e faleceu em 22/06/1527). “Tome” Maquiavel nos dias atuais. É visível a presença de Maquiavel no cotidiano.

QUEM CONTROLA O MEDO DAS PESSOAS TORNA-SE SENHOR DE SUAS ALMAS” – Por isso, nos anos eleitorais, como 2026, sempre os partidos políticos criamum medo útil”. Medo da pobreza, medo do autoritarismo (a Esquerda), medo da corrupção (a Direita faz isso). Há outrosmedospor aí...

O PRÍNCIPE DEVE APRENDER A NÃO SER BOM” – Ou seja, os discursos de ética rígida, pureza e educação pessoal ficam na campanha. Agora, para administrar há de se ter a flexibilidade moral extrema no poder, tais como as alianças” e “troca de favores”. “O Príncipeé o mandatário, o detentor do poder: o presidente, o governador, o prefeito, o deputado, o vereador, o diretor em área político-administrativo, etc. etc.

PARECER VIRTUOSO É MAIS IMPORTANTE DO QUE SER VIRTUOSO” – A política é também teatro. Por isso, narrativas de responsabilidade, boas ações, justiça social, de serbonzinhoou de cooperação são amplamente divulgadas. Daí, a comunicação dos órgãos (as instituições) tem dinheiro paradar e emprestar”, ou seja, muito.

NO MINEIRÊS… “É MELHOR PARECER HONESTO DO QUE SER HONESTO” – E sempre parecer uma pessoa simples (… pois o povo “vota na gente”). E governante prudente (governador, prefeito, etc.) nunca diz NÃO. Sempre dizVAMOS VER”, “VAMOS AGUARDAR”. Em MG, a promessa é eterna. Isso é face do ensinamento maquiavélico, para Minas.

AS FESTAS NO ENTENDIMENTO DE “O PRÍNCIPE” – Espetáculos, celebrações, demonstrações públicas (festas) são instrumentos políticos. Evitando o ódio e cuidando da percepção do povo (apoio popular) tornam-se garantia de estabilidade do poder. O governante precisa ser visto praticando atos de apoio coletivo. É essencial evitar o ódio e o desprezopensou Maquiavel. Ou seja, festas públicas não criam riqueza, mas ajudam a neutralizar o ressentimento social (das pessoas). Isto é, acabar com a frustração do dia a dia.

SE NÃO DÁ PARA RESOLVER O PROBLEMA, FAZ UMA FESTA” – A Inteligência Artificial tenta interpretar o que Maquiavel escreveu sobre celebrações (festas). “Se não tem obra, tem palco”, “O povo precisa de justiça para viver, mas aceita festa para esquecer”, e, “É mais seguro ao governante ser visto distribuindo alegria do que explicando sacrifícios” (como “Copa do Mundo” e “Olímpiadas no Brasil, há alguns anos, são exemplos da atualidade, interpretados pela leitura deO PRÍNCIPE”).

O QUE SÃO INTERMEDIÁRIOS DO PODER? – Maquiavel dá importância a esses atores (intermediários do Poder). Traduzindo para um município, sob a doutrina maquiavélica, são os vereadores, secretários municipais, líderes de bairro, imprensa e entidades civis. Eles que sustentam ou enfraquecem um governo no dia a dia. Por isso, conflitos prolongados com a imprensa ou com a Câmara Municipal levam ao enfraquecimento do Executivo Municipal. À luz do pensamento de Maquiavel, assim pode ser interpretado:Governante sábio integra/contempla esses atores, mesmo que não confie plenamente neles”. Ou seja, dá benefícios a esses atores.

PORÉM, QUEM FOI, QUEM É, MAQUIAVEL? – Pensador político, diplomata e escritor do período do Renascimento (século XIV a século XVI). Nascido em Florença, onde foi funcionário (público) de governantes. O livro “O Príncipe” analisa como “o poder” funciona na prática. É um dos livros de teoria política mais lidos e traduzidos do mundo, em todas as épocas. Esse livro é tido como um modelo imoral de praticar o poder. Todavia, é praticado por quase a totalidade dos políticos, segundo um dos livros editados. Basta observar o cenário.

QUEM HESITA, PERDE– Ou “A demora é sempre inimiga do bom resultado” (La dilazione é sempre nemica del buon esito). Ideia original de “O PRÍNCIPE”.

(eaamaral@hotmail.com)

@redehoje
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