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Cultura | Bad Bunny exalta cultura latina no palco do Super Bowl 60, Donald Trump não gosta e critica

Foto: WikiImages por Pixabay

Apresentação em espanhol no maior evento dos Estados Unidos gera forte reação política

Da Redação da Rede Hoje

O cantor porto-riquenho Bad Bunny comandou o show de intervalo do Super Bowl 60 no Levi’s Stadium na Califórnia. Durante a apresentação o artista utilizou o idioma espanhol para listar diversos países da América Latina em rede nacional. Benito Antonio Martínez Ocasio reafirmou sua trajetória pessoal e incentivou os jovens a acreditarem no próprio valor diante das dificuldades. O palco central recebeu homenagens aos trabalhadores de canaviais e críticas diretas aos apagões e ao abandono governamental em Porto Rico. A performance transformou a final da liga de futebol americano em um manifesto sobre a diversidade cultural.

A cenografia do espetáculo incluiu referências à vida familiar das comunidades latinas que residem atualmente em território norte-americano. Uma das cenas exibidas mostrou uma criança dormindo em cadeiras de uma festa de casamento como símbolo do cotidiano imigrante. O músico vestiu uma camisa com o número 64 em uma homenagem pública ao ano de nascimento de sua mãe. Bad Bunny entregou seu grammy a um garoto no palco em um gesto simbólico sobre o futuro das gerações. O repertório musical fundiu elementos de reggaeton e trap latino com citações de clássicos da música brasileira e caribenha.

A mensagem central da apresentação enfatizou que a diversidade é uma realidade irreversível dentro da maior festa do entretenimento mundial. O artista destacou que o afeto é a principal ferramenta para combater o ódio e as tentativas de desumanização. Bad Bunny interrompeu sua rotina profissional em anos anteriores para participar ativamente de movimentos sociais em sua terra de origem. A postura politizada do cantor é uma marca constante em suas letras que abordam questões de identidade e justiça social. O show atraiu a atenção de milhões de espectadores que acompanhavam a disputa entre os times finalistas.

Repercussão

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump utilizou as redes sociais para criticar duramente a performance do artista porto-riquenho. O republicano classificou o show como uma bagunça terrível e afirmou que a apresentação foi uma das piores de todos os tempos. Segundo o líder norte-americano o espetáculo representa uma afronta aos padrões de sucesso e criatividade defendidos por seu governo. Trump declarou que ninguém entende as palavras ditas pelo cantor e descreveu as danças exibidas no palco como repugnantes. A explosão do presidente na internet ocorreu poucos minutos após o encerramento da transmissão oficial da partida.

O chefe do executivo norte-americano afirmou que o show é um tapa na cara do país que estabelece novos recordes diariamente. Trump exigiu mudanças imediatas por parte dos organizadores do evento e comparou a situação com gestões de federações esportivas internacionais. Os herdeiros do movimento político do presidente chegaram a organizar uma festa paralela voltada exclusivamente para cidadãos estadunidenses natos. Eles alegaram que era insuportável assistir à celebração da cultura latina no espaço mais nobre da televisão dos Estados Unidos. O debate sobre a presença de estrangeiros no país ganhou novos contornos após as postagens presidenciais.

A força-tarefa de apoiadores do governo reforçou o discurso de que a diversidade cultural representa uma ameaça aos padrões tradicionais. Enquanto Bad Bunny celebrava a união através de um casamento simulado no palco o clima de divisão aumentava nas redes. Manifestantes contrários ao regime de Trump se reuniram do lado de fora do estádio para protestar contra as deportações. O uso do espaço aéreo e o controle de recursos naturais foram citados pelo movimento como símbolos de repressão estatal. A carapuça do movimento eugenista foi citada por críticos como a motivação real por trás da irritação de Trump.

O resultado do jogo entre New England Patriots e Seattle Seahawks acabou ofuscado pelo embate ideológico travado no campo cultural. Bad Bunny encerrou sua participação consolidando sua posição como uma das celebridades mais influentes e politicamente ativas da atualidade. O governo dos Estados Unidos mantém a fiscalização sobre manifestações que utilizam idiomas estrangeiros em grandes eventos de audiência nacional. A final da liga de futebol americano de 2026 será lembrada pelo contraste entre o reggaeton latino e as críticas presidenciais. O compromisso com a proteção da identidade cultural latina permanece como o legado principal deste show histórico.

@redehoje
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