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Superintendente detalha impactos nos setores afetados após chuvas torrenciais
Da Redação da Rede Hoje
A forte chuva que caiu em Patrocínio nesta semana afetou pontos internos da Santa Casa de Patrocínio e causou alagamentos em setores hospitalares, na quarta-feira, 18/2. O superintendente Augusto Moura explicou que o volume de água em curto período resultou em transtornos no centro cirúrgico e na sala de recuperação. Outro local atingido pela inundação foi a entrada da UTI neonatal que exige cuidados especiais para a manutenção da assistência aos pacientes. A instituição possui uma estrutura física com mais de 16 mil metros quadrados de área construída em pleno funcionamento diário para a população. A gestão hospitalar prioriza agora o reparo imediato dessas frentes para garantir a continuidade de todos os serviços médicos prestados atualmente.
A equipe de manutenção da unidade de saúde se mobilizou logo após o início do temporal para conter a entrada de água nos setores. Ao todo 6 profissionais trabalharam diretamente no telhado da edificação para identificar as causas do problema e buscar soluções imediatas para a estrutura física. A administração informou que será necessário dispor de recursos financeiros próprios para reconstruir parte da cobertura do prédio que é considerada muito antiga. A parte da estrutura afetada possui cerca de 50 anos e o complexo hospitalar como um todo já ultrapassa os 90 anos de fundação. O desafio atual consiste em remediar os danos estruturais sem comprometer o orçamento limitado da entidade filantrópica de saúde.
A maior preocupação da superintendência foi concluir os reparos emergenciais rapidamente para que os serviços críticos operassem com 100 por cento da capacidade técnica. Áreas como o centro cirúrgico e a UTI neonatal são consideradas fundamentais e não podem sofrer interrupções prolongadas na assistência aos cidadãos atendidos. O objetivo técnico é evitar que novas chuvas inundem novamente a sala de recuperação e prejudiquem o cronograma de cirurgias programadas para a semana. Augusto Moura garantiu que não existe risco de interdição definitiva dos pontos afetados pela água durante o episódio de chuva forte de quarta-feira. Medidas paliativas foram executadas de imediato para proteger os equipamentos e os pacientes internados nessas unidades específicas.
A reconstrução total do telhado antigo será realizada de forma definitiva assim que o período de estiagem permitir o trabalho seguro dos operários da construção. As declarações sobre a situação foram feitas por Augusto Moura em entrevista à Rádio Difusora 95 para esclarecer os fatos ocorridos na instituição. A administração ressaltou que a manutenção de uma estrutura antiga exige esforços constantes e planejamento financeiro rigoroso diante das demandas crescentes de saúde. A prioridade técnica do momento é vedar as infiltrações para impedir novos alagamentos caso ocorram temporais torrenciais nas próximas horas na cidade. O funcionamento do hospital segue sob monitoramento constante da equipe de engenharia e da diretoria administrativa local.
Desafios financeiros da instituição

O superintendente Augusto Moura explicou que o volume de água em curto período resultou em transtornos na Santa Casa. Foto: Rede Hoje
A Santa Casa de Patrocínio registrou um déficit de mais de 15 milhões de reais no ano de 2025 em relação aos serviços do SUS. O superintendente destacou que o subfinanciamento do Sistema Único de Saúde em nível federal estadual e municipal dificulta a realização de obras preventivas. A gestão precisa lidar com recursos financeiros escassos para manter a estrutura de 16 mil metros quadrados atendendo a toda a comunidade regional. O hospital busca sensibilizar a sociedade e as autoridades sobre a necessidade de maior apoio financeiro para garantir a modernização das instalações físicas. O déficit acumulado impacta diretamente na capacidade de investimento em reformas estruturais de grande porte nos telhados.
Os custos para manter o serviço de saúde funcionando com qualidade são elevados e superam o repasse atual destinado ao atendimento público na instituição. Augusto Moura afirmou que a população muitas vezes interpreta desastres naturais como esse como falha de gestão por falta de conhecimento técnico financeiro. A realidade do hospital filantrópico exige priorizar frentes de trabalho conforme a disponibilidade de caixa para custear insumos e folha de pagamento. A manutenção de prédios com mais de 50 anos demanda investimentos vultosos que nem sempre são cobertos pelas tabelas de remuneração vigentes. A diretoria espera que o episódio sirva para incentivar novas parcerias e doações para a recuperação predial.
A transparência sobre a situação financeira visa esclarecer que o hospital tenta realizar o máximo de serviços com o pouco recurso disponível no momento. A mobilização imediata dos profissionais de manutenção demonstrou a agilidade da equipe interna em responder a situações de crise climática inesperada na cidade. A assistência aos pacientes das áreas críticas permanece sendo a meta principal de todos os servidores e diretores da Santa Casa de Patrocínio. O acompanhamento da situação do telhado e das áreas internas continuará sendo feito pelos técnicos da prefeitura e do próprio hospital de saúde.
As declarações foram feitas por Augusto Moura em entrevista à Rádio Difusora95.





