
Produtos de alta qualidade são entregues a autoridades internacionais como símbolo da sustentabilidade nacional (Crédito: Divulgação / CNC)
Cooperativas de Minas Gerais e outras regiões ganham destaque em agenda oficial liderada pelo Governo Federal.
Da Redação da Rede Hoje
O café brasileiro integrou a missão oficial do governo brasileiro à Coreia do Sul acompanhando a viagem presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa reforça o protagonismo do Brasil no cenário global de cafés diferenciados e evidencia a força do cooperativismo nacional em mercados exigentes. Durante a agenda diplomática a primeira-dama Rosângela Lula da Silva realizou a entrega institucional de produtos ao Presidente da República da Coreia Lee Jae-myung. O gesto de cortesia valoriza a produção nacional e destaca a qualidade sensorial dos grãos cultivados em solo brasileiro para autoridades asiáticas. A seleção reuniu cafés especiais com pontuação acima de 90 pontos reconhecidos internacionalmente por sua rastreabilidade e práticas agrícolas modernas.
A comitiva apresentou destaques como os cafés Dulcerrado da Expocacer e Perfetto Grano da Minasul além do Prima Qualitá da Cooxupé e Montrês da Cocatrel. O grupo também levou o Café do Governo composto por blends exclusivos elaborados com grãos de cooperativas de Minas Gerais e São Paulo. Essas amostras representam diferentes origens produtoras evidenciando a diversidade de terroirs e a capacidade de entrega de qualidade consistente em múltiplas regiões do país. A ação projeta a imagem do Brasil como líder global em cafés de alta qualidade produzidos de forma responsável e alinhados às demandas globais. As cooperativas associadas ao Conselho Nacional do Café demonstram a união do setor para ampliar a visibilidade internacional.
Expocaccer Dulcerrado
Os café que representam Patrocínio e a região do Cerrado, foram produzidos por Maria Aparecida Fernandes Pires Ruiz, Karina Selbt, Sarah Mendes Nascimento, pela família Fernando Beloni e do produtor Edu Leandro Melo, que lançou no dia 9/1/26, o café em edição especial cultivado. O diferencial deste café reside na utilização de uma técnica de fermentação controlada considerada de alto risco por especialistas devido à complexidade do processo biológico.
Além da excelência na xícara a ação destaca o compromisso das cooperativas com a sustentabilidade nos pilares ambiental e social. Os cafés selecionados são produzidos a partir de práticas de agricultura regenerativa com foco na conservação do solo e da água em todas as etapas. O processo inclui a redução de emissões e o respeito ao meio ambiente aliado à valorização do trabalho humano no campo brasileiro. Essa abordagem promove desenvolvimento social e gera renda para milhares de famílias produtoras vinculadas ao sistema cooperativista nas principais zonas cafeeiras nacionais. O modelo de produção responsável é um diferencial competitivo que atrai a atenção de compradores e governos estrangeiros interessados em produtos éticos.
Diplomacia econômica
A presença dos produtos em uma missão presidencial reforça o papel estratégico do setor cafeeiro na diplomacia econômica do país nos últimos anos. O Conselho Nacional do Café afirma que a iniciativa consolida a parceria institucional entre o CNC e as cooperativas associadas em diversos estados. A estratégia fortalece o cooperativismo e amplia as oportunidades de negócios em países com alto potencial de consumo de bebidas finas e sofisticadas. A inovação tecnológica aplicada nas lavouras permite que o Brasil atenda padrões rigorosos de certificação exigidos pelo mercado da Coreia do Sul. O compromisso com a excelência reafirma a posição brasileira como fornecedor confiável de alimentos produzidos sob rígidos controles de qualidade.
A viagem oficial marca um passo importante para a abertura de novos canais de exportação de valor agregado para a cafeicultura mineira e nacional. O reconhecimento da excelência sensorial pelos líderes sul-coreanos valida os investimentos realizados em pesquisa e desenvolvimento genético das plantas de café no Brasil. A sustentabilidade social é evidenciada pelo apoio técnico prestado pelas cooperativas aos pequenos produtores rurais que buscam certificações internacionais para seus grãos. O setor cafeeiro continua sendo um pilar fundamental da balança comercial brasileira contribuindo para a geração de divisas e fortalecimento da marca país no exterior. O sucesso da missão sinaliza um futuro próspero para as relações comerciais entre as duas nações no segmento de agronegócio especializado.
Com informações da Comunicação do Conselho Nacional do Café ( CNC)





