
Oficial da Polícia Militar é preso pela Corregedoria em São José dos Campos após decisão da Justiça Militar. Foto: Reprodução/TV Globo
Investigação aponta indícios de feminicídio e fraude processual na morte de policial militar
Da Redação da Rede Hoje
A Justiça Militar decretou em 17/03/2026 a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Neto, suspeito de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves. Ele foi preso em 18/03/2026 pela Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo em São José dos Campos. A vítima foi encontrada morta em 18/02/2026 em um apartamento na capital paulista. O caso é investigado como feminicídio. A decisão também considera suspeita de fraude processual.
A defesa do oficial afirmou, por meio do advogado, que a Justiça Militar não tem competência para conduzir o caso. A posição indica que será apresentado questionamento sobre a condução do processo. Antes da prisão, o investigado declarou que a morte teria sido suicídio. A versão foi reavaliada após análise de laudos periciais. A investigação passou a tratar o caso como morte suspeita.
A Corregedoria solicitou a prisão com base no inquérito conduzido pela Polícia Civil de São Paulo. O indiciamento ocorreu em 17/03/2026 pelos crimes de feminicídio e fraude processual. A Justiça comum também recebeu pedido de prisão, ainda sem decisão até o momento da detenção. A ordem de prisão foi expedida inicialmente pela Justiça Militar. O investigado deverá passar por audiência de custódia.
Segundo o Tribunal de Justiça Militar, a decisão considerou a garantia da ordem pública e o andamento das investigações. A medida também levou em conta a preservação da hierarquia e disciplina militares. A decisão autorizou apreensão de celulares e quebra de sigilo de dados. O material poderá ser compartilhado com a Polícia Civil. As investigações seguem em andamento para apuração dos fatos.
Inconsistências

Carros da Polícia Civil e da Corregedoria da PM foram até apartamento no interior de SP prender coronel Geraldo Neto pelo assassinato da esposa, a soldado Gisele Alves — Foto: Reprodução | g1
Laudos periciais indicaram inconsistências na versão inicial apresentada pelo investigado. Exames apontaram que a vítima apresentava marcas no pescoço antes do disparo. A trajetória do tiro foi identificada como de baixo para cima e com o cano encostado. O exame toxicológico não detectou álcool ou drogas no organismo. O conjunto de análises reforçou a hipótese de homicídio.
Outros elementos analisados incluíram exames necroscópicos e de exumação do corpo. A perícia também avaliou vestígios no local do crime. Testes indicaram ausência de resíduos de pólvora nas mãos da vítima. A arma foi encontrada junto ao corpo, situação considerada incomum em casos de suicídio. Os dados foram incluídos no inquérito policial.
A investigação também apontou indícios de alteração da cena do crime. Vestígios de sangue foram identificados em diferentes áreas do imóvel. A perícia utilizou reagente químico para localizar os materiais. Informações indicam movimentações no local após o ocorrido. A conduta passou a ser analisada no âmbito disciplinar.
O investigado foi encaminhado para o 8º Distrito Policial, no Brás, em São Paulo. Ele será submetido a interrogatório e exames de corpo de delito. Após os procedimentos, a previsão é de transferência para o Presídio Militar Romão Gomes. O Inquérito Policial Militar deve ser concluído nos próximos dias. O caso segue sob apuração das autoridades competentes.





