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Devocional – Quando o conselho parece certo, mas não é Deus

Alexandre Costa

Nem todo conselho que parece espiritual vem de Deus. Essa é uma verdade que precisamos aprender com profundidade, porque muitas vezes não somos enganados pelo óbvio, mas pelo que parece certo, lógico e até revestido de “linguagem de fé”. Ao longo das Escrituras, vemos situações em que sugestões aparentemente boas, vindas de pessoas próximas e bem-intencionadas, na verdade estavam desalinhadas com a vontade de Deus.

Quando olhamos para a vida de Davi, percebemos isso com clareza. Na caverna, ao encontrar Saul vulnerável, seus homens afirmaram que aquela era a oportunidade dada por Deus para encerrar o sofrimento e assumir o trono. Humanamente, tudo fazia sentido: havia promessa, havia ocasião, havia confirmação externa. Mas Davi não se moveu por aquilo que parecia uma “porta aberta”. Ele discerniu que, apesar de possível, aquilo não era correto diante de Deus. Preferiu honrar princípios a aproveitar a oportunidade. Com isso, aprendemos que nem toda chance é autorização divina.

Também vemos esse mesmo padrão quando Pedro, movido por cuidado e afeição, tenta impedir Jesus Cristo de ir à cruz. Aos olhos humanos, o conselho era compreensível: evitar sofrimento, preservar a vida, proteger quem se ama. No entanto, aquilo confrontava diretamente o propósito eterno de Deus. A resposta de Jesus é firme porque revela uma verdade profunda: podemos, sem perceber, nos tornar voz de oposição quando priorizamos sentimentos acima da vontade de Deus. Nem todo conselho carregado de emoção está alinhado com o céu.

Em outro momento, os próprios irmãos de Jesus sugerem que Ele se exponha mais, que vá para a Judeia e se mostre ao mundo. Era uma estratégia de crescimento, visibilidade e expansão — algo que hoje facilmente chamaríamos de “oportunidade”. Mas o texto deixa claro que aquele conselho não vinha de fé. Jesus não se deixou conduzir pela pressão por reconhecimento nem pela lógica do crescimento rápido. Ele permanecia sensível ao tempo e à direção do Pai. Assim, entendemos que nem toda estratégia inteligente é, de fato, direção de Deus.

Diante desses exemplos, percebemos que precisamos desenvolver discernimento espiritual. Nem tudo que parece bom é certo. Nem tudo que é possível deve ser feito. Nem toda confirmação externa representa a vontade de Deus. Há conselhos que chegam até nós com aparência de sabedoria, mas que, na prática, nos afastam dos princípios, do tempo e do propósito do Senhor.

Por isso, somos desafiados a avaliar não apenas o que ouvimos, mas a origem e o alinhamento desse conselho. Precisamos considerar se aquilo preserva os valores da Palavra, se respeita o caráter de Deus e se está em sintonia com aquilo que o Espírito Santo tem nos direcionado. Mais do que buscar oportunidades, precisamos buscar obediência. Mais do que respostas rápidas, precisamos de sensibilidade espiritual.

No fim, aprendemos que maturidade cristã não está apenas em reconhecer a voz de Deus, mas também em identificar aquilo que, embora pareça com ela, não vem dEle.

Textos utilizados: 1 Samuel 24:3-7 Mateus 16:21-23 João 7:1-6 Provérbios 14:12 1 Tessalonicenses 5:21 Jeremias 17:9

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