
*Ivan Batista da Silva | Coluna do Ivan
Lembro-me de que esta frase rendeu muitos artigos em jornais de grande circulação na década de 70 e nos anos de 80. Naquela época, o país vivia uma série de contradições, corrupção e um governo militar que perdia o apoio popular. A política vivia um impasse que deixava a sociedade perplexa sem perceber os rumos do país.
Atualmente, não é diferente No momento esta frase nos faz pensar em que mundo estamos vivendo e para onde vamos com políticos andando em volta de si mesmos, sem se preocuparem com o país. É notório que o mundo passa por grandes transformações Tudo é instantâneo, nada perdura e o amanhã terá de ser diferente de hoje. Tudo se reinventa, tudo se esvai, nada é permanente. Há uma desintegração social, uma ruptura e ausência de valores criando um mundo cheio de contradições e ambiguidades. O Congresso é o melhor exemplo disto..
Em se tratando de nosso país, há uma falta de liderança, um vazio de proposta e de perspectiva para o país caminhar, para o país crescer. A Câmara dos Deputados, o Congresso parece que perderam a noção de serem norteadores do país, voltaram para si mesmos, só enxergam o próprio umbigo, os próprios interesses. Tem-se a impressão de que a cada eleição, o Congresso se deteriora mais. Velhas raposas da Câmara absorvem tudo e não deixam florescer novas lideranças.
A melhor forma de começar a mudar esta situação é adotar o voto distrital. Na realidade de hoje, pessoas ligadas às redes sociais, os ditos influencer se elegem facilmente sem ter a mínima noção de política ou de seu papel como o Senador que para protestar contra o pedágio abre uma estrada paralela. O voto distrital ajudará sem dúvida alguma a melhorar o padrão do Congresso e fazer os políticos terem mais compromissos com sua base.
Esperava-se que o Congresso fosse a liderança das reformas de que o país precisa, fosse o elemento moralizador da vida pública, catalizador das aspirações da população, mas se chafurdam na lama. O Congresso é tóxico como a lama de Mariana. Mata. Mata todo e qualquer interesse da população pela política. Perplexa, a população pergunta:
Que país é este onde o governador do Estado mais rico xinga ministro do Supremo?
Que pais é este onde o mesmo governador diz em discurso público que não acredita na Justiça Brasileira?
Que país é este onde um Senador, — veja bem, um Senador—, e um prefeito abrem um desvio em uma rodovia para fugir ou protestar contra um pedágio?
Que país é este onde deputados fazem motim na Câmara? Motim era coisa de presídio. Agora também o é da Câmara.
Que país é este onde o Congresso ganha 50 bilhões para gastar ao bel-prazer?
Que pais é este que tem um fundo eleitoral de 5 bilhões?
Que país é este onde, nos grandes centros a população vive refém de bandidos?
Que país é este onde o STF se torna um poder moderador, um poder mais político que jurídico?
Que país é este onde um Senador da República vai para outro país trabalhar contra o Brasil?
Que país é este onde no dia 7 de setembro hasteiam a Bandeira Americana na Paulista?
Que país é este onde as facções criminosas se espalham por quase todos os Estados?
Que país é este onde 32 milhões de pessoas não têm acesso à agua potável?
Que país é este onde 90 milhões de pessoas não têm coleta de esgoto?
Que país é este?Que país é este?Que país é este?Que país é este?Que país é este?
*Ivan Batista da Silva é diretor do Colégio Atenas, ex-secretário de Educação de Patrocínio e escreve regularmente para a Rede Hoje






