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Devocional – Alegria que não depende das circunstâncias

Alexandre Costa

Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. Habacuque 3:17,18

O texto de Livro de Habacuque 3:17-18 nos confronta com uma fé que vai além da lógica humana. O profeta descreve um cenário de completa escassez: sem colheita, sem alimento, sem provisão, sem recursos. É o colapso total daquilo que, aos olhos naturais, sustenta a vida. Ainda assim, ele declara algo que rompe com toda expectativa: “Todavia eu me alegrarei no Senhor.”

Vivemos dias em que a lógica tem sido invertida. Criou-se uma cultura onde a conquista é automaticamente interpretada como bênção, e a escassez, como sinal de fracasso espiritual ou até pecado. Prosperar virou evidência de fé; passar por dificuldades, muitas vezes, é visto como ausência dela. Mas o testemunho de Habacuque desmonta essa narrativa superficial.

A alegria do profeta não está no que ele tem — está em quem Deus é. Ele não condiciona sua fé à colheita, ao resultado ou à abundância. Ele entende que Deus continua sendo Deus, mesmo quando a figueira não floresce.

Isso nos ensina que fé madura não é aquela que celebra apenas quando tudo dá certo, mas aquela que permanece firme quando tudo parece dar errado. É fácil glorificar na fartura; o verdadeiro desafio é adorar na escassez.

Ao longo das Escrituras, vemos que Deus nunca se limitou a agir apenas em cenários de abundância. Muitas vezes, é no deserto que Ele se revela de forma mais profunda. Foi no deserto que Jesus passou sua maior privação de alimento, sendo tentado ao final da jornada. Ele provou que a escassez revela onde está o nosso coração.

Se nossa alegria depende exclusivamente das conquistas, então nossa fé está ancorada nas circunstâncias. Mas se conseguimos dizer, como Habacuque, “ainda que… todavia…”, então nossa fé está firmada em algo eterno.

Hoje, somos convidados a reavaliar: temos celebrado mais as bênçãos do que o próprio Deus? Temos condicionado nossa alegria aos resultados?

A verdadeira liberdade espiritual está em reconhecer que Deus não muda — com abundância ou sem ela. E é nesse entendimento que nasce uma alegria que não oscila, não se abala e não se perde.

Porque, no fim, não é sobre o que temos nas mãos… é sobre quem sustenta o nosso coração.

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