REFLEXÃO. Será possível resgatar o antigo Clube União Operária e devolvê-lo para seus legítimos donos?

Por Monica Othero Nunes


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Sede atual da União Operária.  Foto: Arquivo|Rede Hoje

 

Uma história fragmentada ao longo dos anos ressurge agora a possibilidade de organizar desde o estatuto, regimento interno, eleição de diretoria e ações.

O movimento começou depois da publicação do decreto municipal esse ano onde toda a área que uma vez pertenceu ao Clube passou a pertencer ao Município inclusive a sede do Clube União Operária. Decreto feito segundo informações de "acordo com outro decreto do ex prefeito Afrânio Amaral ", lei numero 1895 de 1986 onde o artigo 3 define que: “interrupções das atividades da entidade destinaria o terreno reverteria ao Município.” No cartório desde 2008 condição:inapto

 

Isso foi a gota d’água para que algumas pessoas ligadas ao samba se movimentassem. Para surpresas de uns e decepções de tantos foi iniciado um movimento a favor do Clube.

 

Uma área no passado de 5 mil metros quadrados que pertenceu ao clube, hoje resume a construção de um galpão sem nenhuma estrutura condizente com sua tradição. Mesmo sendo feito a intervenção no espaço físico e construído o CEU das Artes seguindo procedimento do Governo Federal (2014), o espaço destinado ao samba está praticamente abandonado.

 

Onde estão as pessoas ligadas ao samba aqui em Patrocínio? Por que ao longo desses anos não foi feito um movimento a altura da história do clube? Pensar que desde 2008 no cartório a condição do clube está como inapto então o que pode ser feito?

 

Pensar que centenas de pessoas "acreditaram em promessas eleitorais!" No passado conforme matéria publicada no Rede Hoje: “A bateria foi o grande destaque da União Operária. Com mais de 100 integrantes e um samba movimentadíssimo, sacudiu o povo ao longo da Avenida Rui Barbosa”. Mais a frente, sobre premiação das escolas, eu dizia na reportagem que “sendo que a União Operária levou dois troféus: um pela sua persistência – com mais 20 anos de carnaval de rua, sozinha, sem apoio oficial - e outro como prêmio de incentivo, levando 100 mil cruzeiros do Café Constante. O carnaval daquele ano (1984) teve, além da União Operária, o Catiguá e o Patrocínio Tênis Clube.”

 

Então depois de algumas reuniões com a sociedade civil foi criado o comitê de Reestruturação do Clube União Operária. Na ausência de diretoria registrada em cartório com nomes de pessoas que comprovem ter sido associadas por que são elas que tem prerrogativa legal para convocar Assembleia para a reestruturação ficou definido alguns pontos: 1) Cada associado do clube deverá se mobilizar para encontro próximo dia 15 de novembro as 14 horas lá na sede do Clube. 2) O Clube embora sem ações concretas voltadas para o samba tem uma história que precisa ser resgatada. Aqui cabe o registro : “não temos tempo a perder.” 3) É imprescindível comprovar ser associado. Quem tiver carteirinha leve. 4) Não pode montar chapa sem comprovar a legalidade de ser associado.

 

Para finalizar registro aqui mais um pedido. Que todos e todas que possam colaborar deixem de lado a mágoa,as decepções e a tristeza com o desenrolar de certas situações. Que o nome dado ao espaço JOSÉ GERALDO DE SOUZA, o Zé GRINGO, filho do Sr Inácio, permaneça uma vez que seu nome foi escolhido. Afinal ele dedicou sua vida ao Clube União Operária. Ele e sua família juntamente com Natanael, Pixe, Cabreira, Vani, Leontina, Cenira, Anedina entre tantos outros.

 

Não se escreve outra página na história sem registrar a luta de tantos grandes expoentes do passado da verdadeira união a favor do Clube União Operária.

 

A legenda que nasceu da mobilização de uma comunidade não pode hoje ficar a margem do esquecimento. Não pode ficar a mercê de tantas vaidades e falta de esclarecimentos.

 

Avante CLUBE UNIÃO OPERÁRIA