UMA IDEIA. O CAP independente e forte como a Chapecoense, ideias do ex-goleiro Delinho

Delinho apresenta sugestões que podem ser fundamentais para o futebol do Patrocinense

Fotos: Rede Hoje

DELINHO-2

Delinho tem uma bonita história ligada em CAP


Luiz Antônio Costa | Rede Hoje


Sonhador? Pode ser. Adélio Furtado, um dos maiores goleiros da história do CAP, depois foi preparador físico e chegou ao cargo de diretor do clube. Ninguém tem dúvidas que suas ideias para viabilizar o Clube Atlético Patrocinense são, simplesmente, porque ele ama o clube e tem a esperança de vê-lo transformado no Chapecoense de Minas, porque vê muitas semelhanças entre as duas cidades e equipes. Nós ouvimos atentamente o que Delinho pensa para o Patrocinense.

 

REDE HOJE: Delinho, qual a sua ideia de projeto para viabilizar o CAP definitivamente?

DELINHO: O projeto é fazer o estádio para 10 mil pessoas(muito próximo da capacidade de hoje de 8.600 espectadores), para ter um preço diferenciado. Onde está a caixa d'água hoje(atrás do gol ao lado do horto) seria do publico local com ingressos mais baratos e faria uma entrada do torcedor visitante que passaria a ser pela rua do Kartódromo e seu acesso seria próximo aos vestiários; as cadeiras que são de frente para o campo; colar o campo na arquibancada(transformando num caldeirão) e aumentar esse espaço. Aí, caberiam 10 mil torcedores sem necessidade de ampliar mais as arquibancadas(completar a ferradura).

 

REDE HOJE: Por que disso?

DELINHO: Porque, de acordo com o estatuto do torcedor, estádio com capacidade superior a 10 mil pessoas fica totalmente inviável na gestão de segurança, de acessibilidade, de câmera de segurança, etc. A manutenção mensal do estádio fica muito cara, totalmente inviável para qualquer time do interior. Tenho certeza que com essa administração dessa diretoria, e nós conhecemos a credibilidade de todos os diretores do CAP, o clube seria transformado numa Chapecoense do interior de Minas.

 

REDE HOJE: Então não há necessidade de ampliar o espaço de torcedores, aumentar a ferradura?

DELINHO: Precisa de pouca coisa. Por exemplo: a Prefeitura deixa a torcida do CAP onde fica hoje a torcida adversária, do lado do Horto, como se fosse uma geral, o que pode reduzir os preços para aquele local específico, cobrando preços mais caros pela arquibancada central e nas cadeiras. Os torcedores visitantes passam para o outro lado, ocupando o lado dos vestiários visitantes, atrás do gol, entrando pela rua do Kartódromo. Passa as cabines de TV para o lado dos barrancos. Neste caso, para ampliar para 10 mil torcedores o público do estádio, será necessária apenas a construção de lances da arquibancada para, no máximo, mais duas mil pessoas, além das 8 mil e poucas vagas já existentes. Com isso, diminuem os custos com a manutenção.

 

Foto: Arquivo | Rede Hoje

CAP-1985

 Delinho como goleiro do time que começou em 1985 que chegou ao título de vice campeão mineiro da segunda divisão

 

REDE HOJE: E seu entendimento de clube social no local?

DELINHO: A ideia é construir um clube popular em Patrocínio, que hoje não tem, após o fechamento do Ninho da Águia. A Prefeitura tira o barranco e libera a área até o muro - que é próximo ao kartódromo. Há um espaço muito grande. Nesta área seria construído outro Ninho da Águia, com piscinas, saunas, campos de futebol society e todos funcionários da Prefeitura(e de empresas como a Vale seriam associados, se quisessem, com desconto em folha). Seria um clube popular da cidade - que são promessas de vários candidatos a prefeito. E onde é a pista de motocross, o CAP construiria o seu centro de treinamento para o profissional e categorias de base. Onde hoje é o antigo museu dos transportes, seria a sede social e o CAP poderia alugar para gerar recursos.

 

REDE HOJE: Como seria possível viabilizar isso, já que é um espaço público?

DELINHO: Isso seria feito no regime de comodato por 30 anos. Afinal, o espaço está ocioso muitos anos e pode ajudar o CAP se tornar uma potência do interior e que faria o que o clube tivesse uma estrutura para o resto da sua vida - com centro de treinamento, república.

 

REDE HOJE: Um projeto dessa magnitude passaria na Câmara Municipal?

DELINHO: Com certeza passaria, porque a Câmara vai tirar da Prefeitura a responsabilidade pela manutenção de uma área que hoje é ociosa, que seria muito bem utilizada pelo CAP e seria acompanhada também de perto pelos vereadores. A competência da administração do Clube Atlético Patrocinense, atualmente é inegável. Essa estrutura se perpetuaria porque depois do comodato de 30 anos evidente que teria várias construções no local que, com certeza, seria mantida.

 

REDE HOJE: Porque tudo isso?

DELINHO: Eu quero ver realizado porque tenho o sonho de ver o clube crescer sempre. Fui o goleiro do profissional do CAP na reativação do futebol profissional na segunda metade da década de 1980, a primeira etapa depois do retorno em 1985. Fui preparador físico do Módulo II, quando subimos para primeira divisão. Fui diretor do clube e técnico do time com sub 17 que fez uma ótima campanha.

 

REDE HOJE: Você tem um registro a fazer da década de 1980, qual é?

DELINHO: Eu quero fazer um registro aqui. Se não fosse por Sebastião Alves dos Santos, o Tião do Dêgo, o CAP não existiria hoje. Por vários anos ele carregava o time, com a saca de bolas e material de treino nas costas. Eu tiro o chapéu para ele.

 

REDE HOJE:  Tem algo mais?

DELINHO: Eu acredito que a redenção do Atlético Patrocinense que não precisaria de nada da Prefeitura, num espaço daquele tamanho, com todas as atividades, inclusive do futebol profissional, não precisa sair da Prefeitura para nada, basta passar a administração do espaço cultural para o clube.


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