CAI NA TABELA. Derrota indigesta em casa, CAP cai para sexto e vê mais longe a Copa do Brasil e o título do interior

Erros na montagem deixam timão grená perdido em campo, derrota só não foi pior pelo segundo tempo

Foto: Rede Hoje TSUNAMI

Dois gols identicos de jogadas ensaiadas do Boa, aqui, o primeiro: Tsunami bate sozinho na área


Luiz Antônio Costa| Rede Hoje


O CAP perdeu a chance de alcançar a 4a posição isolada no Campeonato Mineiro, ser Campeão do Interior e de garantir a disputa na “Copa do Brasil 2002”, ao perder em casa por 2 a 1 para o Boa e ver neste domingo o resultado de Caldense 3 x 0 Tupynambás, contrários as suas pretensões. Tudo isso ainda é possível, mas ficou difícil, já não depende só do CAP.

 

No pior jogo do Clube Atlético Patrocinense deste a reinauguração do Estádio Pedro Alves, não apenas pela derrota do time grená 2 a 1, mas pela postura do time. A estratégia do técnico de Rodrigo Fonseca se mostrou equivocada: jogar para o ataque, quando a equipe estava sem cinco jogadores que estavam entrosados no elenco. Resultado: a equipe ficou com um buraco no meio campo que foi totalmente dominado pelo Boa.

 

SEM CULPA. O técnico perdeu nos últimos dias por lesões: Júlio César, Ângelo, Diego Borges, Bruno Moreno e Dedê; e ainda Betão por terceiro cartão. Não tinha muito o que fazer. Ainda mais que conta com jogadores que, entrosados, suprem muito bem a ausência dos considerados titulares, mas, tivera que fazer a estreia num momento difícil. Jeferson, Victor, Mauro Viana, Mirrai e Maikon Aquino, entraram numa fogueira, porque estrearam na 10a rodada do campeonato e não podem ser considerados responsáveis pela derrota.

 

FORMAÇÃO EQUIVOCADA. O CAP levou dois gols de bola parada – um escanteio de cada lado – iguaizinhos. Cobrança de escanteios no segundo pau(na direita e na esquerda) e ninguém junto com o adversário que concluia a jogada. O primeiro aos 9’ de Wenderson Tsunami e o segundo aos 33’ do zagueiro Fernando Fonseca. Com 2 a zero, o time completamente dominado pelo Boa, terminou o primeiro tempo.

 

Como não tinha alternativa e teve que substituir mais de meio time (e isso interfere em qualquer equipe, por melhores que sejam os substitutos), Rodrigo Fonseca se equivocou em postar a equipe num sistema muito ofensivo, desguarnecendo de maneira fatal o meio campo. Quando descobriu isso, tentou corrigir – o que só foi possível no intervalo do jogo -, o time voltou diferente para a segunda etapa.

 

NÃO FALTOU GARRA. A torcida vaiou o time no intervalo na descida para o vestiário e alguns momentos chegou a pedir “garra”. O problema não era esse. Os jogadores não deixaram de correr e dividir em momento algum. O time e o esquema é que não funcionaram, tudo deu errado. Tanto que não se salvou ninguém no primeiro tempo.

 

Pavani foi eleito o ‘malvado’ pela torcida e toda vez que pegava na bola, grande parte vaiava o jogador. Mas, estavam correndo errado. O laterais não apoiavam como nos jogos anteriores e o volante Davi, sozinho, quando pegava a bola não tinha para quem tocar, pois os companheiros estavam quase sempre no ataque. Isso levava a erros que Davi normalmente não comete. Como também a bola não chegava na frete, por causa da deficiência no meio, Felipe Alves tinha que voltar para buscar a bola. Desorganização total.

 

No segundo tempo, Rodrigo Fonseca concertou. Trouxe Leandro Oliveira e Mirrai para traz, concertando a lacuna no meio e com isso dominou o jogo. O meio campo mais equilibrado, os jogadores passaram a jogar com mais confiança. Ele promoveu as entradas de Victor(no lugar de Kelygton que sai sentindo), Galego(entrou no lugar de Fernando) e Maikon Aquino(saindo Pavani). No dia em que o time se apresentou pior, Leandro Oliveira foi o melhor em campo, distribuindo muito bem as jogadas no segundo tempo.

 FELIPE-GOL

Apesar da derrota e da queda de rendimento o torcedor comemoru o golaço de Felipe Alves

QUASE DEU. O Patrocinense quase conseguiu o empate no segundo tempo. Aos 31 minutos, um jogada característica de ponta, o lateral Kelyton foi a linha de fundo e cruzou. Maikon Aquino cabecou, o goleiro Renan Rocha fez grande defesa. Felipe Alves ficou com a sobra, deu uma quebra no sagueiro – que ficou deitado – e colocou no fundo, fazendo o gol grená.

 

O Boa fez muita cera na etapa final, tanto que levou cinco cartões por esse motivo, mas o árbitro Ronei Candido que se mostrou bem tecnicamente foi envolvido disciplinarmente e não coibiu o Boa.

 

No quatro jogo que comandou em casa o técnico Rodrigo Fonseca alcançou em casa um empate (1 x 1 Guarani), uma vitória (2 x 0 Tupi) e duas derrotas (0 x 1 Atlético e 1 x 2 Boa), somando apenas quatro pontos em 12 possíveis.

 

Outra coisa que mina o comando de um grupo, ficou evidente em outra atitude do treinador. Claysson, era reserva de Júlio César e entrou no segundo tempo – por contusão do titular - contra o Atlético Mineiro e não comprometeu. Claysson foi goleiro menos vazado e campeão do Módulo II em 2017. Mesmo com esse histórico não tem chance. Neste sábado entrou do recém contratado Jeferson que fez uma grande defesa no final.

 

O CAP continua na 5Jéfersonão com 12 pontos ganhos. O último jogo do CAP na fase de classificação é na quarta-feira (20) em Tombos.

 

C.A. PATROCINENSE: Jefferson; Kellyton(Victor), Mauro Viana(am), Juninho(am) e Ian Barreto; Davi, Mirrai e Leandro Oliveira; Fernando(Toni Galego), Felipe Alves e Pavani(Maikon Aquino). Técnico: Rodrigo Fonseca.

 

BOA E.C. Renan Rocha(am); Chiquinho(am), Fernando, Ferreira(am) e Wenderson Tsunami; Cesar Sampaio, Jayme(am)(Denis), Edenilso(Maicon Douglas) e Kaio(Gindre); Gustavo e Claudeci(am). Técnico: Carlos Cesar Félix Barbosa(Cesinha).

 

ARBITRAGEM: Rônei Cândido Alves (bom tecnicamente, péssimo disciplinarmente, deixando a cera correr frouxa). Auxiliares: Frederico Soares

Vilarinho e Douglas Almeida Costa; 5O ÁRBITRO: Paulo Cesar Zanovelli da Silva.

RESULTADOS(FALTANDO O JOGO ATLÉTICO-MG E AMÉRICA-MG):

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CLASSIFICAÇÃO(FALTANDO O JOGO ATLÉTICO-MG E AMÉRICA-MG):

rod-10-classi

ÚLTIMA RODADA DA FASE:

roda-11

 

 


 

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