ANÁLISE. Com derrota em Tombos, CAP tem queda mais vertiginosa desde volta ao profissional

O time só classificou pela grande campanha no início: perdeu tres partidas seguidas, com nítida queda tatica e fisica

Foto: Alair Constantino|Dono do Apito

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Jogo contra o Guanani(rebaixado), foi o prenúncio do que estava por vir. 


Por Luiz Antônio Costa | Rede Hoje 


Não podemos dourar a pílula. O CAP caiu vertiginosamente de produção nas mãos do treinador Rodrigo Fonseca. Faz uma campanha pífia tática e técnica. Só piora a cada partida. No último jogo em Patrocínio, perdeu para o Boa, numa derrota que já antecipava sérios problemas. A derrota ontem para o Tombense em Tombos, foi a gota d'agua. Um resultado normal em circunstâncias normais, mas não foi. a queda de redimento do time é nítida. No jogo contra o Guarani - que foi rebaixado -, em casa, quando levou o empate aos 47 minutos do segundo tempo, já estava desenhado que algo não ia bem.

 

A derrota em Tombos seria "do jogo", mas como aconteceu foi, pra dizer o mínimo, vergonhosa. Foi um 3 x 0 para o time da casa com sabor de goleada, fora o chocolate. Um passeio. Os cronistas das emissoras de rádio de Patrocínio a cada lance se assustavam. A baixa qualidade do futebol apresentado pelo time grená era impressionante.

 

No final do jogo o próprio técnico Rodrigo Fonseca concordava que o resultado ocorreu por que seu time foi “engolido” pelo adversário que “jogou muito melhor e por isso mereceu” dizia. Esse reconhecimento é importante para a correção de rumos, mas não resolve. Todo patrocinense quer saber é por que o time está caindo de produção.

 

E outra, qual o motivo levou a saída de Welington Fajardo, se o time não melhorou nada, inclusive taticamente. Rodrigo chegou na 7ª rodada para substituir Welington Fajardo depois de uma derrota muito estranha para o Villa Nova, em Nova Lima, por 3 x 1. Mas, não conseguiu dar padrão à equipe. E pior, fisicamente o time grená, vem caindo pelas tabelas, a cada dia.

 

Com bem pontuou o cronista José Eloí no “Mais Um”, Rodrigo Fonseca “estrategista e visionário treinador que veio para comandar o elenco que ele mesmo montou na pré-temporada – e que depois abandonou por uma proposta do futebol catarinense. Mas não conseguiu entregar aquilo que prometeu”. 

 

Verdade: foram 5 jogos, uma vitória, 1 empate e três derrotas seguidas.

Arte: Mais um On Line 

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Comparação Fajardo x Rodrigo: os números são gritantes

 

Como lembra o site, o memes espalhados pelas redes sociais rangelianas já sugerem ao Rodrigo ‘pedir música no Fantástico’. E o pior, após o jogo, o técnico disse que temos que olhar os objetivos: viemos tirar o time do risco de rebaixamento. Foi retrucado por um repórter de rádio “não tinha risco de rebaixamento, estava com oito pontos”. O treinador ficou sem resposta.

 

Mas, inteligente, Rodrigo deu a volta: “o ano passado terminamos em 8o, esse ano em 7o, garantimos vaga na série D de 2020 e isso é crescimento”. Outro repórter retrucou: "ano passado foi 8o com 13 pontos, agora é 7o, com 12".

 

A diretoria cumpriu seu papel. Deu tudo que o treinador pediu. Um time de bom nível, hotéis de qualidade, salários rigorosamente pagos, apoio. Isso é obrigação? Sim, mas a contrapartida que se espera do time também é.

 

Há pelo menos um justificativa pelo mal futebol apresentado: o número de jogadores lesionados este ano foi muito alto. Só nos últimos 15 dias foram: Dedê, Ângelo, Diego Borges, Bruno Moreno e Júlio Cesar, todos titulares. Sem contar os que saíram por cartões. Sem dúvida, esse é um complicador.

 

Na próxima fase o Patrocinense terá um jogo muito duro. Encara o Cruzeiro nas quartas de final. O time celeste está voando baixo, ontem atropelou a Caldense e o jogo será em Belo Horizonte, no próximo sábado (23), no Mineirão. Vida difícil de Rodrigo Fonseca.


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