“Foram seis minutos de pane geral”, diz Felipão em entrevista hoje a tarde

felipao brasil-heulerandrey-mowa

Felipão mostra dados até de amistosos sem a menor importância para justificar "boa estatisca" da seleção 

Luiz Claudio Ferreira

O técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, disse, nesta quarta-feira (9), em coletiva, que uma “pane geral de seis minutos” pode explicar a derrota histórica para a Alemanha, por 7 a 1, no Mineirão. O resultado foi tratado também como “tsunami” e "senão". Ele entende que a jornada foi “atípica”. “Chegamos entre os quatro melhores. Nós não tivemos o mesmo nível da Copa das Confederações.

Antes, estávamos num nível de razoável para bom, tanto que chegamos à semifinal. As equipes que estavam aqui eram muito boas, melhores do que a gente poderia imaginar”, ressalvou. Para ele, é possível analisar a campanha com otimismo. “Temos dados estatísticos que provam que depois dos jogos das Confederações tivemos nove vitórias e uma derrota, tínhamos uma equipe preparada, com sistema de jogo”, considerou.

Cargo - Felipão disse que o presidente da CBF esteve no vestiário e manifestou confiança nos jogadores. Sobre a permanência dele à frente da seleção, Felipão disse que vai discutir o assunto apenas no final da Copa do Mundo, embora tenha deixado o assunto em aberto. “Após a Copa, entregaremos um relatório para a CBF, que trabalhará esse tema. Infelizmente, não podemos voltar atrás no que aconteceu”.

Disputa do terceiro lugar – O técnico disse que o time poderá ter alterações dependendo-se de qual adversário o Brasil vai encarar. “Vamos ver as condições em que os jogadores se encontram. Coloco em campo a equipe que perdeu ontem, ou faço uma ou outra substituição, vou estudar em grupo. Eu não tomo a decisão sozinho, mas a responsabilidade geral é minha”.

O técnico trabalha também com uma possibilidade cenário de nova derrota no jogo de sábado, em Brasília.  “À medida que tivemos uma nova decepção no sábado, será ainda pior. Acho que uma vitória mudará muito pouco”. Apesar disso, ele garante ânimo para os jogadores brasileiros tentarem o terceiro lugar.

Jogar em casa – Para Felipão, a torcida foi espetacular e, por isso, foi positivo jogar no país. Para ele, as manifestações em campo foram naturais. “Não foi ruim jogar no Brasil. Foi maravilhoso. Recebemos cartas e e-mails de apoio. Isso foi muito bom”. O coordenador técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira, que defendeu o trabalho durante toda a coletiva, leu uma carta de agradecimento de uma torcedora que revelava apoio a Felipão.

Os dois concordam que a equipe era inexperiente em relação a outras seleções. “Tínhamos seis jogadores que estiveram em Copa do  Mundo. A experiência é muito importante”, disse Felipão. Apesar dessa opinião, o comandante considera que faria, hoje uma convocação de “95%” dos mesmos nomes que estão no grupo. “Não podemos denegrir tudo o que foi feito. O resultado vai para a história, mas a vida vai seguir”.

Formação –  A comissão técnica também tocou na dificuldade de formação da base das equipes nacionais, e consedera que deve haver "muito trabalho" para que as futuras seleções sejam melhores. Carlos Alberto Parreira disse que a Alemanha investiu na formação de base, com 25 centros de treinamento. “O resultado está aí. Chegou em várias finais. O técnico alemão não tem um título até agora. E vai disputar agora no domingo. Todos nós dessa mesa já fomos campeões”.

Ele apontou que a Alemanha estava trabalhando há mais tempo do que o Brasil. "Se seleção da Alemanha é tricampeão e está há oito anos trabalhando junto. Foi doída a derrota como acontece. Não houve reversão de expetativa. A nossa expectativa para a Copa do Mundo era a de ganha-la, de reescrever a história. Todos queríamos ser campeão do mundo".

“Temos que destacar a dedicação e comprometimento desses atletas. Tudo foi perfeito. Nesse um ano e meio, não tivemos um deslize. Temos que continuar trabalhando e daremos a voltar por cima“

Críticas – O técnico Felipão acha normal a grande quantidade de críticas sobre o trabalho realizado que foi impactado pelo “tsunami”. No entanto, ele repudiou manifestações do presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto. “Ele tem que se ajoelhar e pedir bênção a mim. O único títullo nacional do estado dele é responsabilidade minha  (foi campeão da Copa do Brasil com o Criciúma).


Luiz Claudio Ferreira - Portal EBC


Rado-Hoje-as.jpg

Ouça, curta, viaje, clique aqui RÁDIO HOJE