COLISÃO: Levir Culpi critica planejamento do Atlético e recebe resposta publica de Kalil

Fotos: Divulgação/Atlético

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Levir e Kalil em rota de colisão depois depoimentos do treinador

Rede Hoje

Antes de receber as indiretas - bem diretas - do presidente Alexandre Kalil, o técnico Levir Culpi disse, na Cidade do Galo, estar satisfeito com o grupo construído pela diretoria do Atlético, voltando a deixar claro a necessidade de controle financeiro no clube, com a manutenção da base e sem grandes contratações.

“Não fiquei ansioso pela falta de reforços, sempre elogiei o elenco, muito bom, muito qualificado. Pontualmente conseguimos um ou outro do mercado. Podemos fazer boa campanha, assim como fez o Lanús-ARG com elenco bem mais controlado no aspecto financeiro. Não tenho problemas com jogadores, está fechado. E podemos terminar sem contratações”, disse o treinador.

Desde a chegada de Levir, a cúpula alvinegra fechou as contratações do zagueiro Tiago Pagnussat, do lateral-esquerdo Douglas Santos, do volante Rafael Carioca e do meia Maicosuel.

Contudo, o técnico manteve o discurso sincero empregado desde o seu primeiro dia de Galo e criticou o planejamento atleticano em relação à lateral esquerda. Com a chegada do jovem Douglas Santos, o grupo fica com três jogadores da posição, ficando, assim, um atleta sendo sequer relacionado para as partidas - se todos estiverem à disposição, claro.

“O que aconteceu com o Emerson (Conceição) é erro de planejamento, da diretoria e comissão técnica, não deveríamos ter três laterais-esquerdos, deveríamos ter dois. Mas medo de pressão da torcida, faz com que tenhamos cinco goleiros, etc. Segue normalmente, se eu achar que devo colocá-lo, vou colocar", comentou Levir Culpi.

"Mas tem limites também, reconhecer que não está em um bom momento. Ele vem da França, tem mercado da Europa em aberto. Decisões que temos de tomar, sabemos que ele não estava jogando bem regularmente. Temos três laterais, e um deles nem vai concentrar”, completou.

KALIL RESPONDE COM CRITICA DIRETA

O presidente do Atlético, Alexandre Kalil, mais uma vez usou o seu perfil no Twitter para se manifestar. Sem dar muitos detalhes, o cartola mandou recado vedado ao técnico Levir Culpi, fazendo clara menção às críticas que o treinador alvinegro vem fazendo nas últimas semanas.

"No Atlético é o seguinte: do porteiro ao presidente, se tiver ruim, é só pedir pra ir embora. Sem drama e sem conversinha", postou o presidente. Minutos depois, completou: "Ah! Só fica com nariz em pé quem já ganhou Libertadores".

Entre dívidas com a União e atraso de salários, o Atlético ainda se viu com reclamações públicas de jogadores e do seu treinador Levir Culpi, que chegou a dizer que o time estava com "nariz empinado" após a conquista da Copa Libertadores em 2013.

Em pouco tempo, as postagem resultaram em centenas de retweets e respostas das mais diferentes naturezas, entre elogios e críticas a Kalil.

Procurado pela reportagem do Super FC, o dirigente disse: "Me respeite, rapaz! Se eu não estou atendendo é porque não posso falar", e desligou o telefone.

A ORIGEM DO PROBLEMA

Dentro de campo, o Atlético está conseguindo superar lesões, erros da arbitragem e atraso de salários para subir na tabela de classificação do Brasileiro. Fora das quatro linhas, o clube também está subindo. Só que o crescimento em questão está colocando uma pulga atrás da orelha de cada alvinegro: as dívidas. Um levantamento revelado nesta terça pela ESPN Brasil aponta o Galo como o clube com a maior dívida ativa da União.

Conforme a lista da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o Atlético tem uma dívida ativa de R$ 272 milhões, no topo do ranking. O fato chamou atenção, pois, no mês passado, três equipes estavam à frente do Galo: Botafogo, Flamengo e Vasco, segundo análise da consultoria BDO publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Só que a pesquisa publicada em julho leva em conta as dívidas tributárias. Já o ranking divulgado nesta terça diz respeito à dívida ativa da União.

A nova lista causou indignação na diretoria alvinegra. E não é para menos, já que ela desconsidera algumas situações. Os clubes cariocas fizeram um acordo para o pagamento de dívidas com o governo federal, e o Atlético, ainda não. Isso acabou influenciando nos números divulgados. “Cada procuradoria é uma para cada clube. Jogaram nossa dívida inteira na Justiça. Essa última do Corinthians, por exemplo, não está nesse bloco, porque foi toda parcelada”, questionou o presidente do Galo, Alexandre Kalil.


Com informações de O TEMPO


DAEPA