Aposta na velocidade: reforços de Atlético e América justificam escolha, e Cruzeiro espera

Se Atlético, América e Cruzeiro se preocuparam em contar com atacantes de ofício para a temporada 2018, também resolveram mexer no esquema de jogo e apostar na velocidade pelas extremas como caminho para incomodar as defesas adversárias.

Embora seja cedo para cravar que esse é o caminho a ser seguido – foram apenas dois jogos pelo Mineiro e, no caso do Galo, com times diferentes –, as apostas dos dois primeiros já mostraram serviço. 

Roger Guedes não só marcou diante do Democrata-GV, no Horto, como se mostrou uma opção válida caindo pela direita. 

No Coelho, Aylon, que também pode atuar como camisa 9, começou a jogada do primeiro gol diante da Patrocinense, no Independência e, no empate com a URT, em Patos, também deixou o seu. 

Os dois, assim como o também atleticano Erik, aparecem como ótimas opções especialmente no cenário habitual do Estadual – diante da forte retranca dos adversários do interior, dispostos a congestionar a intermediária e dificultar as jogadas mais cadenciadas.

DÚVIDA

Curiosamente, quem já apostava na estratégia ano passado e viu nela boa parte da explicação de um sucesso que passou pela conquista da Copa do Brasil, agora não pode fazê-lo.

Ao menos por enquanto, o técnico Mano Menezes se vê em opções com o mesmo perfil, diante de uma situação que não foi planejada pela nova diretoria, mas acabou ocorrendo em meio às saídas e chegadas. 

Se a venda de Élber ao Bahia não é desfalque tão significativo, o mesmo não acontece com Alisson, que vinha sendo a principal opção de velocidade jogando pela esquerda.

O camisa 11, inicialmente, permaneceria no grupo, com Sassá sendo repassado ao Grêmio na negociação para a chegada do lateral-direito Edílson. Mas o acordo entre os dois clubes, com direito a uma cláusula de valorização, fez com que o mineiro de Rio Pomba tomasse o rumo de Porto Alegre.

Raniel, que também apareceu improvisado fazendo a função, ainda está em fase final de recuperação da contusão nas duas coxas que o tirou dos gramados ano passado.

Trazido do Vitória com o mesmo perfil, David se tornou alvo de um imbróglio entre as duas diretorias. 

Com uma contratura grau 3 na coxa direita, ele ainda não foi aprovado nos exames médicos, o que explica a demora no pagamento dos R$ 10 milhões por 70% de seus direitos econômicos. 

Segundo o diretor de futebol Marcelo Djian, a tendência é de que o atacante permaneça mas, para isso, o clube celeste aguarda a evolução do tratamento.

(Hoje em Dia)


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