QUEDA. Café acumula perdas durante toda a semana de 22 a 26 de julho

Fatores técnicos e clima seco, favorável ao andamento da colheita no Brasil, geraram cinco sessões negativas consecutivas

Foto: Rede Hoje

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Os intenso frio do inicio do mês, que queimou parte das lavouras, também contribuiu com o andamento da colheita


Da Redação da Rede Hoje


Em uma semana de volatilidade moderada, os futuros do café registraram perdas em todos os pregões, acumulando cinco sessões negativas consecutivas até quinta-feira(25/7). O movimento teve orientação técnica e influência do clima seco no Brasil, que contribuiu para o andamento da colheita no maior produtor mundial.

 

      Na Bolsa de Nova York, o vencimento setembro/19 do contrato "C" acumulou desvalorização semanal de 665 pontos, encerrando a sessão de quinta-feira (25) a US$ 1,0065 por libra-peso. Na ICE Europe, o vencimento setembro/19 do café robusta fechou quinta a US$ 1.358 por tonelada, com queda de US$ 61.

      O comportamento positivo do dólar frente ao real também exerceu certa pressão nos futuros do café. A moeda norte-americana subiu puxada por uma série de fatores relacionados às perspectivas de juros diante da fraca atividade nos EUA e na Europa, assim como pelo fluxo cambial negativo. Quinta-feira, a divisa encerrou a R$ 3,7826, com ganho de 1% na semana.

      No mercado físico, onde poucos negócios foram realizados, os preços também caíram, mas em nível inferior às perdas internacionais, com compensação da força do dólar. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon ficaram em R$ 408,98/saca e R$ 277,80/saca, com recuos, respectivamente, de 3,7% e 0,7% na semana.

 

 OIC: CNC defende mais acesso à gestão de riscos de mercado

Cooperativas travaram de 10% a 20% do café previsto para 2020 em mercado futuro, fomentando a resiliência à volatilidade dos preços

A Organização Internacional do Café (OIC) divulgou, nesta semana, um relatório preliminar com os resultados alcançados até o momento com o Diálogo Estruturado do Setor Cafeeiro, uma das ações previstas na Resolução 465, que trata da crise dos preços do café.

O Conselho Nacional do Café (CNC) participou ativamente da redação da Resolução 465 e da construção do Diálogo Estruturado do Setor Cafeeiro, contribuindo com exemplos práticos de sucesso no Brasil para ampliar a resiliência dos produtores de café à volatilidade dos preços.

O presidente do CNC, Silas Brasileiro, foi expositor no simpósio “Alcançando os ODSs: Desafios à cadeia de valor do café. Soluções compartilhadas para os níveis de preços do café, a volatilidade e a sustentabilidade no longo prazo”, realizado no dia 6 de junho, em Bruxelas, na Bélgica.

Com informações do CNC