ALTA LETALIDADE. Vírus agressivo deixa febre amarela mais mortal

Vacina é a principal proteção contra a doença

Pacientes com febre amarela têm quase mil vezes mais chances de morrer do que as pessoas que contraem dengue, chikungunya ou zika. A taxa de letalidade da doença, desde julho do ano passado, gira em torno de 68%, aponta o último boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Para efeito de comparação, os óbitos referentes às outras três enfermidades – também transmitidas por mosquitos – não chegam a 1% no mesmo período.

O motivo é a rapidez e a agressividade com que o vírus da febre amarela age no organismo, afirmam especialistas. Em muitos casos, quatro dias podem ser suficientes para que o paciente chegue a um quadro de inflamação aguda no fígado e se torne vítima de uma hepatite fulminante.

O virologista Pedro Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas, órgão referência em pesquisas sobre o tema no país e vinculado ao Ministério da Saúde, explica que o agente infeccioso pode desestabilizar totalmente o funcionamento do organismo, levando o paciente à morte em pouco tempo.

“A destruição do tecido hepático (fígado), que é o alvo principal, se dá de forma muito profunda. Esse é um órgão essencial para a metabolização do que é ingerido e mexe com toda dinâmica do organismo”, destaca o especialista. 

Para que o tratamento do paciente tenha sucesso, a agilidade da intervenção médica faz toda a diferença. “É agindo rápido que se protege a mucosa do estômago, que também começa a sangrar. Se o atendimento demora, a pessoa acaba chegando à falência renal”, acrescenta Vasconcelos.

(Hoje em Dia)


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