PIMENTEL. Governador de Minas promete alívio na crise financeira a partir de abril

Fernando Pimentel participou de coletiva sobre queda nos índices de criminalidade no Carnaval

A crise financeira por que passa Minas Gerais pode ser atenuada a partir de abril, com possibilidade de reflexos no escalonamento dos servidores do Estado. Foi o que disse nesta quinta-feira o governador Fernando Pimentel (PT), sem detalhar quais seriam os caminhos para sair do vermelho. 

Conforme o governador, existem medidas econômicas em análise no Estado para possibilitar a melhoria. “Estamos olhando outras soluções financeiras. Temos um horizonte seguro de melhoria financeira a partir de abril”, afirmou. Pimentel disse que não iria adiantar as propostas em análise para não precipitar-se. 

Questionado sobre o fim do escalonamento do salário dos servidores ele afirmou que “o objetivo é esse, mas não posso assegurar que sim”. Os funcionários do Estado recebem os salários em até três parcelas desde fevereiro de 2016. O parcelamento é relativo ao valor auferido por cada servidor.

Fazenda

Conforme o governador, o maior rombo nas contas do governo mineiro advém do déficit previdenciário. “No fundo, nosso déficit orçamentário se deve ao desequilíbrio previdenciário. Temos que colocar, todo ano, no pagamento dos aposentados, R$7 bilhões a mais do que arrecadamos na folha”, constatou. 

Para ajudar a resolver o problema, secretários de Fazenda de diversos estados estiveram ontem em Brasília com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). A proposta apresentada é a de criação de um fundo previdenciário para auxiliar no pagamento das aposentadorias.  “Esse é o mais grave problema de Minas”, completou Pimentel. 

Maia será responsável por colocar em pauta a reforma da Previdência. Por isso, discute o tema com governadores, prefeitos, deputados e sindicatos, em busca de um acordo.

Empréstimo

No início da semana, Pimentel esteve nos Estados Unidos negociando empréstimo para o Estado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O pleito do governador é de R$ 1 bilhão, mas o recurso não pode ser usado no pagamento da folha. Será destinado a investimentos em infraestrutura.

(Hoje em Dia)


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