NÃO FECHA. Provedor da Santa Casa denuncia alarmismo, explica situação financeira e garante que instituição não fecha

José Carlos Dias respondeu à entrevista concedida pelo Dr. Ari à Rede Hoje

Fotos: Divulgação|Santa Casa

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Entrevista de Dr. Ari à Rede Hoje, desagradou o provedor da Santa Casa José Carlos Dias 


Luiz antônio Costa | Rede Hoje


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José Carlos Dias, provedor da Santa Casa de Patrocínio

O provedor da Santa Casa de Patrocínio, radialista José Carlos Dias, respondeu esta semana à entrevista concedida a Rede Hoje TV, pelo médico José de Arimateia Neves. Na entrevista, Dr Ari disse que a Santa Casa vive situação muito difícil e se não for encontrada uma solução até setembro, corre o risco de fechar e que a instituição está tecnicamente quebrada. Veja a entrevista do Dr Ari.

 

José Carlos Dias, em entrevista ao também radialista José Antônio, depois repercutida pelo Jornal de Patrocínio, explicou que esse tipo de declaração assusta, especialmente quando vem de um médico que faz parte da instituição. Usando as palavras do próprio Dr Ari, que disse que a Santa Casa está na UTI, José Carlos disse que “a saúde do Brasil está na UTI, não só a de Patrocínio”.

 

Não fecha. O provedor garantiu que “a Santa Casa está melhor que ontem e não vai fechar de maneira nenhuma, nunca”. Segundo José Carlos, a Santa Casa de Patrocínio está em melhor situação que a grande maioria das inistituições de saúde. Disse que a Santa Casa está aberta 24 horas por dia e vai continuar assim. Disse mais: “eu acredito nas pessoas que ali estão, no povo Patrocínio e da região”, explicou

 

Mais à frente, o provedor completou que a instituição não fechou nenhum setor e, ao contrário, está “aumentando a capacidade de atendimento”.

 

O provedor da Santa Casa disse que a entrevista o entristeceu e oi fez perder noites de sono. Segundo José Carlos Dias, ele foi procurado por várias pessoas oferecendo ajuda. Na sua opinião, a instituição não quer ajuda “daqueles que querem aparecer”.

 

Política e Juros. Sobre os juros que a Santa Casa paga mensalmente, o provedor disse que está tentando fazer uma administração profissional, diferente “Nós estamos amenizando, tomando atitudes para resolver a situação. Estas atitudes afetam”, disse, e acrescentou: “Não estou ali para tirar vantagem, não sou político. A Santa Casa precisa dos políticos, muito, mas não é lugar para fazer política”, e agradeceu os políticos que estão ajudando.

 

Disse estar pagando tantos juros devido uma série de despesas que sempre ultrapassam as receitas. Explicou que o faturamento é em dia de R$ 3 milhões e as despesas alcançam R$ 3,3 milhões. Segundo José Carlos Dias, o Governo de Minas deve os convênios da Polícia Militar, Ipsemg, Corpo de Bombeiros, mas que os atendimentos não foram e nem serão cortados. E pergunta: “quem paga essa conta?”, e respondeu: “é a Santa Casa. Por isso ela está pagando juros”. Disse também que o dinheiro que é descontado dos professores não é repassado para a instituição.

 

De acordo com o provedor, para resolver o problema, está tentando receber os convênios do Governo do Estado e para isso precisa de ajuda política. “Estamos buscando soluções”, explicou.

 

ze carlos2José Carlos explicou a situação da Santa Casa.

 

Economia. José Carlos Dias disse que “não adianta jogar pedras ao invés de ajudar”. Disse que se aparece alguma dificuldade, aparecem aqueles que querem tirar vantagem. Para fazer a Santa Casa continuar o trabalho, o provedor explicou que: “diminuímos o consumo de energia elétrica, conta de telefone, material de escritório e de limpeza e uma série de coisas”, a redução foi em torno de R$ 100 mil mensais. Segundo ele, o custo de manutenção foi diminuído em R$ 200 mil; as despesas com terceiros tiveram queda da ordem de R$ 150 mil. “A logística que era em torno de R$ 40 mil, caiu para R$ 3 mil”, explica.

 

De acordo com o provedor, “era normal fornecer café da manhã, almoço, jantar e ceia à noite. Isso não existe mais e muitos médicos não concordaram. São essas coisas que fazem o pessoal ficar chateado”, revela.

 

Cortes de pessoal. Ele informa também sobre dispensas no departamento pessoal: “tínhamos seis pessoas em serviços gerais e jardineiro: cortamos. Contratamos um jardineiro que faz o serviço mensal. Funcionários e médicos que não estão rendendo, estamos dispensando. Reduzimos em quase 50% para deixarmos a Santa Casa no azul, esse é o objetivo. E maneira que tentamos para a coisa fluir”, comenta.

 

Atendimentos ao SUS. José Carlos Dias diz que a Santa Casa ultrapassou os 85% de atendimentos a pacientes do Sistema único de Saúde(SUS). Explicou que “ninguém chega para ajudar a resolver a situação”. Ele revela que tem alguma ajuda de custeio – na faixa de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões -, mas, embora anunciadas, ainda não chegaram. Disse que os funcionários estão assustados, mas que tem “certeza que a coisa vai melhorar”, garantiu.

 

Além disso, José Carlos Dias garantiu que mesmo assim, foram feitos investimentos. Citou como exemplo a construção de uma “lavanderia que é modelo, o maquinário estava parado”, explicou. Citou também a construção do posto de coleta e reforma do centro cirúrgico, para garantir que nada está parado, que a Santa Casa continua o trabalho.


 

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