OPINIÃO. É preciso lembrar: polidez faz bem e gentileza gera gentileza.

 

Por Luiz Antônio Costa | Rede Hoje


Vamos colocar os pingos nos is.

   Nos meios políticos se convencionou a dizer que o Deiró é rude, mas é competente. Que é o jeito dele. Mas, espera ai: porque ele está administrando bem as pessoas devem aceitar qualquer atitude como normal? Faz parte?

   Não tenho com ele mais do que a convivência profissional. Sou um jornalista, ele uma autoridade constituida e a nossa relação é simples assim. O trato bem e ele nunca me desrespeitou. Mas, nas entrevistas coletivas e nos eventos, já presenciei atitudes que não ficam bem num representante do povo, por mais autêntico que seja. 

   A coisa positiva é que o prefeito chega na hora, não gosta de discursos ou declarações longos e fala direto. Esse é o ponto positivo.

   O negativo é: não tem a mínima paciencia com a imprensa(quando na maioria das vezes é ele quem convoca) e, neste caso como a maioria, não gosta de perguntas difíceis, mesmo que não se sinta constrangido. E o maior problema: dá bronca ou fala em tom de brincadeira – mas pra valer – com assessores e repórteres.

   O episódio mais recente ocorreu na inauguração da linha aérea regional em Patrocínio. Um colunista de um jornal da cidade, pediu a Deiró que – ele e autoridades - se posicionassem um pouco mais à frente porque estavam à sobra das asas do avião e a foto não ficaria boa. Deiró lhe disse, “vamos ficar aqui, se vira”.

   Isso não é tratamento que se dê a qualquer pessoa, muito menos a um profissional que estava ali para fazer seu trabalho. Depois, o prefeito foi até esse profissional e pediu desculpas. Mas, o colunista, pelo jeito, não aceitou.

  A primeira coisa que precisa ficar clara é que os repórteres estão ali não para atender às suas curiosidades pessoais, mas representando milhares de leitores, ouvintes e telespectadores. Se um flagrante desses passar na edição e for para o ar – no rádio, internet, TV ou impresso – o veículo pode ser taxado de descuidado – porque deixou aquele fato passar – ou de mal intencionado.

   Precisamos mais humanidade no tratamento uns com os outros. As autoridades, muitas vezes, tratam a imprensa como inimiga. Ás vezes até tem razão. Mas, seguramente, não é o caso atual.

   Precisamos ser civilizados no tratamento mútuo. De que adianta ser gestor de grandes obras e falhar no tratamento com o ser humano? Gentileza, gera gentileza e ser polido, em todos os setores, especialmente às autoridades, faz bem.