POLÍTICA. Em extraordinária que aprovou apoio ao recadastramento biométrico de eleitores e terreno para igreja, Câmara Municipal vive clima tenso

A pressão subiu no final da reunião, quando o ex-presidente Thiago Malagoli levantou questões referentes a forma como os votos dos vereadores são dados

Foto: Rede Hoje

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O vereador denunciou o que considera “cabide de empregos” de vários de seus colegas


Luiz Antônio Costa | Rede Hoje


Na manhã desta quinta-feira(7/3), aconteceu a 3ª Reunião Extraordinária da Câmara Municipal de Patrocínio com o objetivo de aprovar dois projetos: um que autorizando ao Poder Executivo firmar convênio com o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais para o recadastramento biométrico e outro autorizando a doação de terreno à Paróquia Santa Terezinha, Igreja Nossa Senhora do Rosário. A reunião ficou tensa no final.

 

Foram apresentados e encaminhados às Comissões Permanentes para emissão de parecer. Os dois Processos apresentados em regime de urgência foram aprovados por unanimidade.

 

BIOMETRIA. A partir de agora, o Municipio está autorizado a firmar convênio com o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais para recadastramento biométrico dos eleitores da Comarca, que engloba Patrocínio e também Cruzeiro da Fortaleza, Guimarânia e Serra do Salitre.

 

O Município também está autorizado a doar o lote de terreno onde está localizada a Igreja Nossa Senhora do Rosário, no bairro Matinha, da Paróquia Santa Terezinha. A doação foi à Mitra Diocesana de Patos de Minas. Como no projeto anterior, este também é de autoria do prefeito Deiró Marra.

 

O presidente da Câmara, Valtinho Jandaia, falou da importância da aprovação dos projetos. Disse que como membro de patoral da igreja, acha muito importante a aprovação da doação para a reforma e ampliação da Igreja N. S. do Carmo. "O terreno que foi doado é onde já está construida a igreja, não a praça. Só foram acrescidos dois metros de cada lado e depois, se a igreja for fechada e encerrar a atividade fim, o terreno volta a ser do município", explicou o vereador.

 

POLÊMICA. A pressão subiu no final da reunião desta manha. O ex-presidente da Casa, vereador Thiago Malagoli, levantou questões referentes a forma como os votos de vereadores são dados na Câmara Municipal de Patrocínio. Denunciou o que considera “cabide de empregos” por parentes de vereadores e chamou a Câmara de Patrocínio de “omissa, opaca, povo vendido. A verdade é essa, vocês(vereadores) são cabrestos, paus mandados. Vocês não votam a favor do povo de Patrocínio, vocês votam o que o governo(municipal) pede”, disse durante sua fala. 

 

Rebateram as denuncias de Malagoli, os vereadores Fábio de Paula e Adriana de Paula. Panchita também aparteou o vereador. 

 

Não foi possível ouvi-lo, uma vez que ele saiu logo após o término, mas a Rede Hoje, promete voltar ao assunto, ouvindo Malagoli e vereadores que ele acusa.

 

Os vereadores Neuza Mendes e José Arimatéia não estiveram presentes, mas as ausências foram justificadas.