Depois do trânsito Prefeitura de Patrocínio vai privatizar cemitério

Foto: Google Earth

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O cemitério atual tem capacidade para mais um ano e meio, para aumentar a Prefeitura  negociou com a Sociedade São Vicente de Paulo o terreno da vila ao lado do cemitério (área livre na foto)

Por Luiz Antônio Costa|Da redação da Rede Hoje 

Depois de terceirizar o transito, a Prefeitura prepara mais uma privatização. Agora será a vez do cemitério municipal. E não deve demorar, a lei já começa a ser preparada pela Administração Muncipal para os próximos dois anos. A informação foi divulgada no “Jornal da Módulo”, da Radio Modulo FM, por Eduardo Arantes, secretário de Desenvolvimento Social. 

Segundo o secretário municipal, o cemitério atual tem capacidade para mais um ano e meio. Para aumentar essa capacidade a Prefeitura já negociou com a Sociedade São Vicente de Paulo, que tem uma vila ao lado do cemitério(na foto, o espaço ao lado). Depois de transferir as famílias será construído o anexo do cemitério. 

Mesmo com a construção do anexo, Eduardo Arantes diz que a capacidade do cemitério não passará de 10 anos. “Nós temos que fazer o que muitas cidades já fizeram: terceirizar para uma empresa que construiria um parque”, disse. 

RESISTENCIA – Não vai ser fácil aprovar uma lei dessa natureza Camara Municipal em Patrocínio. A primeira resistência seria o preço, porque o “cliente” teria que pagar tarifas normais, mais uma manutenção, enquanto hoje a Prefeitura, que administra o cemitério, cobra três valores fixos: R$ 118 quando a pessoa já tem o tumulo (a taxa é para abrir o tumulo para novo sepultamento), R$133 num novo terreno (neste caso o corpo fica três anos no local que depois é liberado) e aproximadamente R$ 1.300, no caso da compra definitiva do terreno de 2x1 metros (sepultura perpétua). 

Outra preocupação deve ser em relação aos serviços gratuitos à população carente e de como será feita a cobrança da população. 

A LEI - O projeto está sendo preparado, segundo Eduardo Arantes, para que a definição sobre os detalhes da concessão sejam discutidos. O objetivo é que a empresa contratada administre o cemitério por um período determinado. Isso vai passar pela Câmara Municipal.  

No caso de terceirização não haveria a opção dos sepultamentos comunitários ou gratuitos. A reportagem da Rede Hoje foi escrita à noite, nesta segunda-feira (1), portanto não houve como contatar a administração do cemitério para saber quantas sepulturas perpétuas - apenas os proprietários podem ser enterradas no local - já foram vendidas desde a sua inauguração. Essa é uma informação que prometemos para a próxima reportagem.


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