
O Projeto de Lei altera a legislação do Fundo de Garantia, visando complementar o financiamento para o setor agropecuário.
Da Redação da Rede Hoje
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4515/24. A proposta legislativa prevê a possibilidade de saque de valores depositados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Este saque será permitido especificamente para a aquisição de máquinas e implementos agrícolas, representando um novo uso para o saldo do Fundo.
O texto do Projeto de Lei tem como objetivo central alterar a legislação vigente que regulamenta o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, a Lei do FGTS. Atualmente, a legislação já estabelece um rol de situações específicas em que o saque dos recursos pelo trabalhador é autorizado. Estas situações são consideradas casos de necessidade ou de cumprimento de objetivos sociais do Fundo.
Dentre as situações de saque já previstas na lei, destacam-se a demissão do trabalhador sem que haja justa causa para o desligamento. Outros casos incluem a concessão formal da aposentadoria para o trabalhador. A utilização do FGTS também é permitida para a quitação total ou parcial de financiamento imobiliário. Por fim, o saque é autorizado em situações de doenças graves, como o câncer, afetando o trabalhador ou seus dependentes diretos.
Justificativa e Tramitação
Os parlamentares que integram a Comissão de Agricultura acolheram o parecer técnico do relator designado para a matéria, o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS). O relatório final recomendou a aprovação integral do texto do Projeto de Lei. O relator justificou o seu posicionamento argumentando que os recursos do FGTS se apresentam como uma alternativa complementar de financiamento.
Segundo o deputado, este novo mecanismo tem a capacidade de ampliar as possibilidades reais de investimento no setor do agronegócio. A liberação do saque para a compra de equipamentos agrícolas é vista como um estímulo à modernização e à produtividade. A medida pode injetar capital no mercado de máquinas e implementos.
O autor da proposta, deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR), enfatizou o impacto social da mudança. Ele argumentou que a alteração na lei contribuirá diretamente para a subsistência do trabalhador rural no país. O parlamentar lembrou o peso do agronegócio na economia nacional, setor que representa atualmente quase vinte e sete por cento de todas as ocupações de trabalho no Brasil.
O Projeto de Lei 4515/24, após a aprovação na Comissão de Agricultura, segue o seu rito de tramitação em caráter conclusivo dentro da Câmara dos Deputados. A matéria ainda será submetida à análise de outras comissões permanentes antes de seguir para o Senado. O texto passará pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se transformar em lei e entrar em vigor, o texto final da proposta precisará ser aprovado em ambas as Casas do Congresso Nacional.






