
Profissionais de saúde analisam embalagens de remédios controlados em estoque hospitalar. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Decisão publicada no Diário Oficial da União suspende o uso e a circulação dos produtos citados
Da Redação da Rede Hoje
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização, a distribuição e o consumo de medicamentos voltados para o controle da pressão arterial e para o tratamento do câncer de mama. A medida foi oficializada por meio da Resolução 2.238/2026, publicada nesta data no Diário Oficial da União. A decisão afeta diretamente produtos que apresentaram falhas de fabricação ou rotulagem incorreta em suas embalagens originais. As autoridades sanitárias determinaram o recolhimento imediato de todas as unidades que pertencem aos lotes listados na publicação oficial do governo federal.
Um dos produtos atingidos pela determinação da agência reguladora é o Halaven (mesilato de eribulina), na concentração de 0,5 miligramas por mililitro em solução injetável. O medicamento é fabricado pela empresa United Medical Ltda e possui indicação terapêutica para pacientes com diagnóstico de câncer. A própria companhia farmacêutica comunicou o recolhimento voluntário do lote número 148386 após identificar um desvio técnico de qualidade no material. Os testes laboratoriais apontaram que o teor do princípio ativo estava abaixo da especificação que havia sido aprovada pelo órgão.
O segundo medicamento alvo da resolução da agência é o maleato de enalapril, na dosagem de 20 miligramas, distribuído em embalagens hospitalares com 500 unidades. O produto é fabricado pela Hipolabor Farmacêutica Ltda e costuma ser receitado para o tratamento de hipertensão arterial e insuficiência cardíaca. A fiscalização sanitária identificou que houve um erro grave no processo de impressão das caixas externas do remédio. O texto estampado nas embalagens traz a informação incorreta de 10 miligramas, divergindo da real concentração do comprimido que é de 20 miligramas.
Diante do erro técnico de rotulagem constatado na linha de produção da fabricante, a Anvisa determinou a suspensão imediata de nove lotes específicos deste medicamento para pressão. Os códigos dos produtos recolhidos foram listados individualmente pela fiscalização e compreendem os lotes 0062/26M, 0063/26M, 0064/26M, 0088/26M e 0089/26M. A restrição de venda e consumo também se aplica aos lotes hospitalares identificados pelos números 0358/26M, 0415/26M, 0506/26M e 0507/26M. Os consumidores devem verificar a numeração gravada na lateral da caixa do remédio para segurança.
Orientações aos pacientes
Os cidadãos que possuem em suas residências as unidades dos medicamentos que foram vetados pela agência reguladora devem interromper o tratamento de forma imediata. A orientação oficial determina que o paciente busque assistência médica ou converse com um farmacêutico para receber novas diretrizes sobre a substituição do composto. Também é necessário que o comprador entre em contato com o serviço de atendimento ao cliente das empresas United Medical Ltda e Hipolabor Farmacêutica Ltda. Os telefones e canais de comunicação servem para agendar a devolução segura e o reembolso dos valores.
A fiscalização também suspendeu o lote 8891/25 do insumo denominado Água para Infusão em solução injetável, acondicionado em bolsas plásticas e produzido pela Indústria Farmacêutica S/A. Um laudo emitido pelos analistas do Instituto Adolfo Lutz apontou que o produto apresentou resultados totalmente insatisfatórios nos testes de controle visual. A determinação atual exige o recolhimento completo do lote defeituoso em circulação, além de proibir de forma definitiva a venda, o repasse a hospitais e o uso clínico do material. A avaliação apontou riscos potenciais na pureza do líquido injetável.
A agência federal ordenou ainda a apreensão total dos lotes do produto Cápsulas de óleo de pequi, fabricados pela empresa R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. Os fiscais constataram que a mercadoria não possui nenhum tipo de registro, notificação ou cadastro obrigatório junto ao sistema de saúde nacional. Além disso, a empresa fabricante não detém a autorização de funcionamento exigida por lei para atuar no mercado. Estão proibidas as atividades de comercialização, fabricação, propaganda e o consumo do suplemento em todo o território.





