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Conflito | EUA e Israel atacam Irã que responde com mísseis a bases americanas

Caça da Marinha dos Estados Unidos, Naval.( imagem ilustrativa) | Crédito: Military_Material por Pixabay

Ação militar conjunta contra o Irã é iniciada por Israel e Estados Unidos apesar de negociações em andamento; país persa lança mísseis contra bases dos EUA no Golfo Pérsico e contra território israelense

Da Redação da Rede Hoje

Os Estados Unidos e Israel lançaram neste sábado (28) uma agressão militar conjunta contra o Irã, a despeito das negociações diplomáticas em andamento entre Washington e Teerã. Israel iniciou os ataques, confirmados pelo Ministério da Defesa do país. O presidente estadunidense Donald Trump anunciou em seguida a participação direta das forças armadas dos EUA, afirmando em vídeo que as forças militares estadunidenses iniciaram grandes operações de combate no Irã. O Departamento de Guerra estadunidense denominou a ação de Operação Fúria Épica.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã emitiu comunicado confirmando o início da resposta militar à agressão conjunta de EUA e Israel. Em nota divulgada pela Agência de Notícias Ahlul Bayt, a guarda informou o início da primeira onda de ataques generalizados com mísseis e drones contra os territórios ocupados. O comunicado indica que atualizações adicionais serão publicadas nos canais oficiais. A imprensa iraniana confirmou explosões nas cidades de Teerã, Qom, Lorestan, Kermanshah, Karaj e Tabriz.

O espaço aéreo iraniano foi totalmente fechado, segundo o porta-voz da Organização de Aviação Civil do Irã. Também foram registradas explosões no norte de Israel. O presidente da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, declarou que o fim desses ataques já não está em suas mãos. A agência IRNA e outros portais de informação iranianos sofreram ataques cibernéticos simultâneos ao início da ofensiva, conforme informou a agência Tasnim.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou o início de uma resposta militar em larga escala à agressão conjunta, lançando mísseis balísticos contra bases militares estadunidenses em quatro países do Golfo Pérsico. A base aérea de Al Udeid no Qatar, a base de Al Salem no Kuwait, a base de Al Dhafra nos Emirados Árabes Unidos e a sede da Quinta Frota da Marinha estadunidense no Bahrein foram alvejadas pelos ataques com mísseis iranianos. A informação foi divulgada pela agência Fars, citando a Guarda Revolucionária.

Fumaça foi vista subindo da área de Juffair, no Bahrein, onde fica a sede da Quinta Frota da Marinha dos EUA. O Bahrein confirmou que um ataque de mísseis atingiu a base naval. Anteriormente, o Ministério do Interior do Bahrein havia emitido alerta de emergência pedindo à população que se dirigisse ao local seguro mais próximo. O Qatar declarou ter interceptado todos os mísseis disparados contra seu território. Explosões também foram reportadas em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, e em território kuwaitiano.

A Guarda Revolucionária anunciou também o início de ataques generalizados com mísseis e drones contra territórios ocupados por Israel, em comunicado divulgado pela Agência Internacional de Notícias Ahlul Bayt. Simultaneamente, os Houthis do Iêmen decidiram retomar os ataques com mísseis e drones contra rotas de navegação e contra Israel, em solidariedade ao Irã. Dois altos funcionários do movimento informaram que o primeiro ataque poderia ocorrer ainda neste sábado à noite.

Escalada

O grupo havia suspendido seus ataques no Mar Vermelho como parte de um acordo com o governo estadunidense, e interrompido os ataques contra Israel após o cessar-fogo de outubro de 2025 em Gaza. Em pronunciamento em vídeo, o presidente Trump reconheceu que a operação conjunta de EUA e Israel poderá resultar em mortes entre as próprias tropas estadunidenses. Trump afirmou que as vidas de militares podem ser perdidas e que baixas são uma possibilidade, algo que frequentemente acontece em guerra.

O presidente estadunidense anunciou ainda objetivos de amplo escopo, que incluem destruir a indústria de mísseis iraniana, aniquilar a marinha do Irã e desarticular forças aliadas da República Islâmica na região. Trump afirmou que ataques anteriores realizados pelos EUA, identificados como Operação Martelo da Meia-Noite em junho passado, já teriam destruído instalações nucleares em Fordow, Natanz e Isfahan. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que os bombardeios conjuntos têm como objetivo eliminar uma ameaça existencial representada pelo Irã.

Em declaração oficial, Netanyahu disse que chegou a hora de todas as parcelas do povo do Irã removerem o jugo da tirania e trazerem um Irã livre e amante da paz. Segundo Netanyahu, a operação conduzida em parceria com os Estados Unidos criaria as condições para que o povo iraniano assuma seu destino em suas próprias mãos. O Ministério do Interior do Irã condenou a agressão conjunta de EUA e Israel e ativou a Sede Nacional de Gestão de Crises.

O comunicado, assinado pelo ministro Eskandar Momeni, classifica o ataque como violação de todas as leis internacionais, perpetrada em pleno andamento das negociações. O ministério orientou os governadores provinciais a mobilizarem recursos para atender às necessidades urgentes da população e pediu aos cidadãos que evitem deslocamentos desnecessários. O governo iraniano solicitou ainda que a população acompanhe apenas fontes oficiais de informação, em particular a Corporação de Radiodifusão Iraniana.

A agressão militar conjunta de EUA e Israel contra o Irã ocorre durante negociações diplomáticas ativas sobre o programa nuclear iraniano, fato reconhecido pelo próprio governo iraniano e implicitamente confirmado por Trump. O presidente estadunidense afirmou ter buscado repetidamente um acordo antes de ordenar os ataques. A operação, realizada sem resolução do Conselho de Segurança da ONU, representa uma escalada de consequências imprevisíveis para toda a região do Oriente Médio.

@redehoje
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