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CULTURA | Feiras destacam identidade afro-brasileira e aproximam comunidade escolar em Patrocínio

A iniciativa integra uma série de ações desenvolvidas neste mês, entre elas a Feira Cultural e Científica Ubuntu e Autonomia, promovida pela Escola Municipal Dona Mulata no dia 12 de novembro.

Da Redação da Rede Hoje

A II Feira Científico-Cultural Afro-Brasileira será realizada nesta terça-feira, 18 de novembro, das 9h às 16h, na quadra do Colégio Municipal Professor Olimpio dos Santos. Com o tema “Ubuntu: Eu sou porque nós somos”, o evento reunirá projetos da Educação Infantil ao Fundamental II e apresentações artísticas produzidas por estudantes da rede municipal. A programação foi organizada para fortalecer vínculos entre escola, famílias e comunidade e reforçar a valorização da cultura afro-brasileira.

A iniciativa integra uma série de ações desenvolvidas neste mês, entre elas a Feira Cultural e Científica Ubuntu e Autonomia, promovida pela Escola Municipal Dona Mulata no dia 12 de novembro. O encontro exibiu trabalhos construídos ao longo do ano letivo, com pesquisas sobre história e cultura afro-brasileira e africana, em consonância com a Lei 10.639/03 e com a Política Nacional de Equidade (PNEERQ), implantada no município desde maio.

Na Escola Dona Mulata, os visitantes acompanharam projetos que trataram de identidade, ancestralidade, direitos sociais e contribuições da população negra na formação do Brasil. Cada atividade refletiu meses de pesquisas, debates e vivências pedagógicas conduzidas pelos professores, que buscaram aproximar os estudantes de narrativas que historicamente foram silenciadas. O objetivo foi reconhecer trajetórias, ampliar repertórios e permitir que crianças e adolescentes se vejam representados nas histórias que estudam.

Professores, diretores e comunidade envolvidos no projeto

A programação da escola também incluiu ações do Projeto Autonomia, voltado ao desenvolvimento de habilidades individuais dos alunos. Professores do Atendimento Educacional Especializado acompanharam as atividades, trabalhando competências, fortalecimento da autoestima e práticas pedagógicas inclusivas que façam sentido para cada estudante ao longo do ano.

A segunda edição da Feira Científico-Cultural Afro-Brasileira, marcada para esta terça-feira, amplia esse movimento ao reunir escolas de diferentes etapas de ensino. A proposta é aproximar famílias e comunidade do processo educativo, com uma construção coletiva que expressa o conceito de Ubuntu: ninguém aprende sozinho, e cada pessoa contribui para o desenvolvimento da outra. A expectativa dos organizadores é de que o público possa conhecer de perto as produções, reconhecer a importância das temáticas e fortalecer o diálogo sobre equidade racial.

As duas feiras integram o conjunto de ações contínuas da rede municipal para valorizar a cultura afro-brasileira. Mais do que cumprir uma diretriz legal, as iniciativas mostram o compromisso de ampliar referências, combater desigualdades e incentivar que cada estudante compreenda sua história e seu lugar no mundo. Ao final das atividades, as equipes escolares destacaram que esses espaços ajudam a construir um futuro mais consciente, no qual passado, presente e perspectivas de mudança caminham lado a lado.

@redehoje
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