
Sebastião Calisto
Amanhã será 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Desde já deixo o meu carinhoso abraço a todas essas guerreiras que muitas vezes são subestimadas. Mesmo diante de desafios ao longo da história, mulheres demonstraram capacidade de liderança, coragem e contribuição em diferentes áreas da sociedade. Na ciência, na política, na cultura e nas lutas sociais, muitas deixaram marcas que atravessam gerações. Relembrar esses nomes também é reconhecer a participação feminina na construção da história.
Entre essas figuras está Marie Curie (1867–1934), cientista que se tornou a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel e pioneira nas pesquisas sobre radioatividade. A rainha Cleópatra (69 a.C.–30 a.C.), última governante do Egito Ptolomaico, ficou marcada pela atuação política e estratégica. Joana D’Arc (1412–1431) tornou-se símbolo histórico ao liderar tropas francesas durante a Guerra dos Cem Anos. Na arte, a pintora mexicana Frida Kahlo (1907–1954) ganhou reconhecimento internacional por sua obra e trajetória. A filósofa e escritora francesa Simone de Beauvoir (1908–1986) teve influência nos debates sobre a condição feminina.
Nos movimentos sociais, Rosa Parks (1913–2005) ficou conhecida por sua atuação no movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos. Madre Teresa de Calcutá (1910–1997) dedicou a vida ao trabalho missionário e humanitário. Valentina Tereshkova (1937) entrou para a história como a primeira mulher a viajar ao espaço, em 1963. No Brasil, Dandara dos Palmares (?-1694) tornou-se símbolo de resistência contra a escravidão. Maria da Penha (1945) tornou-se referência na defesa dos direitos das mulheres após sua luta inspirar a criação da lei de combate à violência doméstica que leva seu nome.
Também na ciência brasileira, a professora e pesquisadora Ester Cerdeira Sabino, da Universidade de São Paulo e do Instituto de Medicina Tropical, participou do sequenciamento do genoma do vírus da covid-19 no Brasil. Ao lado dela esteve a biomédica baiana Jaqueline Góes de Jesus, doutora em patologia humana pela Universidade Federal da Bahia. A bióloga e biofísica Tatiana Sampaio também atua em pesquisas científicas relacionadas à polilamina. Esses exemplos mostram a presença feminina em diferentes áreas do conhecimento e da produção científica.
História brasileira
A história do Brasil também registra a atuação de diversas mulheres em momentos decisivos. Maria Quitéria tornou-se conhecida como a primeira mulher a se alistar no Exército brasileiro ao participar das lutas pela independência da Bahia. Maria Filipa liderou ações populares contra tropas portuguesas, sendo associada à queima de embarcações durante os confrontos. A indígena potiguara Clara Camarão participou da resistência contra a invasão holandesa no Nordeste. Bárbara de Alencar esteve ligada à Revolução Pernambucana de 1817 e é citada como a primeira presa política do Brasil.
Outras mulheres também tiveram participação em conflitos e movimentos históricos. Anita Garibaldi atuou como combatente durante a Revolução Farroupilha no sul do país. Joana Angélica, abadessa do Convento da Lapa, morreu durante confrontos ligados ao processo de independência da Bahia. Jovita Feitosa tornou-se conhecida por se apresentar como voluntária na Guerra do Paraguai, deixando o sertão para integrar as tropas. Essas trajetórias mostram a presença feminina em diferentes episódios da história brasileira.





