
Praticamente no último lance do jogo, Matheus Pereira chuta de fora da área para grande defesa do goleiro Vicente Bernedo do Universidad Católica-CHI (Foto: Gustavo Martins/Cruzeiro)
Time celeste desperdiça chance de terceira vitória consecutiva em 2026 e deixa de faturar premiação de US$ 340 mil; com a derrota Cruzeiro fica com os mesmo três pontos e agora em terceiro no Grupo D
Da Redação da Rede Hoje
O Cruzeiro foi derrotado pela Universidad Católica-CHI por 2 a 1 na noite desta quarta-feira (15), no Mineirão, em Belo Horizonte, pela segunda rodada do Grupo D da Copa Libertadores. O gol da vitória chilena saiu aos 48 minutos do segundo tempo, já na fase de acréscimos, quando o volante Jimmy Martínez cabeceou após cruzamento do meio-campista Jhojan Valencia. A partida contou com público de 43.929 torcedores e renda de R$ 2.602.461,00.
Primeiro tempo tem domínio celeste e gol chileno nos minutos finais
Aos 7 minutos da etapa inicial, o Cruzeiro criou a primeira oportunidade perigosa. Após jogada construída no último terço do campo, o atacante Néiser Villareal tocou de letra para trás, e o meia Matheus Pereira bateu forte, rasteiro, exigindo defesa do goleiro Bernedo, que espalmou para o lado. Três minutos depois, aos 10, o lateral-esquerdo Kaiki avançou à linha de fundo e cruzou para a área, e Matheus Pereira, de cabeça, antecipou-se aos marcadores mas testou para fora.
Aos 16, Matheus Pereira voltou a testar o goleiro adversário em cobrança de falta rasteira no canto esquerdo. A Universidad Católica-CHI respondeu aos 27, quando o atacante Fernando Zampedri cabeceou cobrança de escanteio do meio-campista Fernando Zuqui, a bola bateu nas duas traves e o zagueiro Fabrício Bruno tirou em cima da linha. No minuto seguinte, aos 28, em jogada idêntica, Zuqui cruzou novamente, e o atacante Justo Giani subiu mais alto que a defesa celeste para abrir o placar para os visitantes.

Gerson mais uma vez foi o melhor do jogo. (Foto: Gustavo Martins/Cruzeiro)
Segundo tempo tem empate de pênalti e pressão do Cruzeiro até o fim
Na etapa final, aos 11 minutos, o meia Matheus Henrique lançou Kaiki em profundidade. O lateral foi atingido no rosto pelo atacante Clemente Montes com um braço, e o árbitro colombiano Carlos Betancur assinalou a penalidade máxima. Aos 14, Matheus Pereira cobrou com categoria, deslocou o goleiro Bernedo e chutou no canto esquerdo, empatando a partida.
O Cruzeiro seguiu no ataque em busca da virada. Aos 24, o lateral-direito William, que havia entrado no intervalo, cruzou pela direita, Néiser Villareal resvalou de cabeça, e a bola parou na trave. Aos 37, o meia Christian finalizou após rebote da defesa chilena, e Bernedo fez boa defesa com os pés. Quando o empate parecia definido, aos 48 minutos do segundo tempo, Valencia cruzou da esquerda, e o volante Jimmy Martínez, recém-ingressado em campo, cabeceou sem chance para o goleiro Matheus Cunha, decretando a vitória da Universidad Católica-CHI.
Situação no Grupo D e próximos compromissos
Com o resultado, Cruzeiro e Universidad Católica-CHI dividem a segunda colocação do Grupo D, ambos com três pontos. O Boca Juniors-ARG lidera a chave com seis pontos, enquanto o Barcelona-EQU é o lanterna, sem nenhum ponto após duas derrotas. O time celeste deixou de faturar o bônus por vitória na competição, estipulado em US$ 340 mil (cerca de R$ 1,75 milhão).

Goleiro muito criticado diz compreender (Foto: Leonardo Garcia Gimenez/Central da Toca)
Muito criticado desde que assumiu a posição de titular, o goleiro Matheus Cunha falou à imprensa após a derrota do Cruzeiro para a Universidad Católica-CHI por 2 a 1 no Mineirão. Perguntado sobre as críticas, preferiu não individualizar: “Foram dois gols de cruzamento, um de bola parada e um de cruzamento a curta distância, onde o cara subiu sozinho. Mas quem perde é o Cruzeiro, independente do erro. Se teve erro individual ou não, se muitos estão falando se era uma bola defensável ou não. Quem perde é o Cruzeiro, independente de quem seja o culpado.”
O arqueiro disse entender as cobranças: “Vida de goleiro é assim. Todo gol, a maioria vai jogar a culpa no goleiro, mas é tranquilo.” Para Matheus Cunha, a união entre elenco e torcida é fundamental para a recuperação na temporada. “A gente precisa estar junto. Os jogadores e a torcida precisam estar juntos para o Cruzeiro ficar mais forte. Hoje fizeram uma linda festa no começo. A gente empatou, tentamos a vitória porque sabíamos que seria importante, mas não tem nada perdido.”
Artur Jorge evita individualizar críticas

(Foto: Gustavo Martins/Cruzeiro)
Questionado sobre o desempenho de atletas como William e Chico da Costa, que entraram no segundo tempo e não foram bem, o técnico Artur Jorge evitou individualizar críticas. “Eu trabalho muito com os jogadores no sentido que eles possam ser capazes de superar todos os momentos. E, particularmente, nos nomes que me diz ou outros que possam ser mais criticados, e eu digo que é importante que a maior exigência seja a deles”, iniciou. “Nós sabemos que nós nunca vamos ser suficientemente bons para a opinião dos outros. E eu, hoje, tive uma conversa com eles, em que falei que o sucesso é um processo que precisa de tempo. O sucesso precisa de tempo, de comprometimento, de paciência, para nós conseguirmos atingir objetivos. O insucesso é imediato. E a verdade é que hoje estou aqui dando a cara pelo insucesso. E que, facilmente, é criticável, facilmente, é questionado”, afirmou o treinador.
Artur Jorge reforçou que a responsabilidade não deve ser atribuída de forma individual. “É uma questão que não é do jogador A, B ou C. É nossa, do Cruzeiro, da equipe e minha, enquanto treinador. Perdemos e temos que assumir essa responsabilidade”, disse. O técnico também explicou como lida com jogadores em momentos de maior pressão: “Não há um plano igual para todos. Cada um de nós tem personalidades e caráter diferente. E nós temos que tentar gerir isso em função de cada. E aqui estamos para tentar avaliar de dentro aquilo que cada um possa precisar, sendo que o mais importante será sempre o que a equipe precisa e aquilo que nós precisamos fazer: trabalhar para conseguir mais vezes.” Com a derrota, o Cruzeiro segue com três pontos no Grupo D, agora na terceira colocação.
O Cruzeiro volta a campo no sábado (18), às 20h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Grêmio no Mineirão pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe comandada pelo técnico Artur Jorge vinha de duas vitórias consecutivas, incluindo um triunfo na própria Libertadores contra o Barcelona-EQU e uma vitória no Brasileirão, mas viu a sequência positiva ser interrompida.

A torcida fez a sua parte: 43.929 pessoas foram ao Mineirão. (Foto: Gustavo Martins/Cruzeiro)
Ficha técnica do jogo
Cruzeiro 1 x 2 Universidad Católica-CHI
Motivo: 2ª rodada do Grupo D da Copa Libertadores
Data e horário: 15 de abril de 2026, às 19h (de Brasília)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Público: 43.929 pessoas
Renda: R$ 2.602.461,00
Árbitro: Carlos Betancur (COL)
Assistentes: Alexander Guzman (COL) e Cristhian Aguirre (COL)
VAR: Nicolas Gallo (COL)
Gols: Justo Giani, aos 28 minutos do primeiro tempo; Jimmy Martínez, aos 48 minutos do segundo tempo (Universidad Católica-CHI); Matheus Pereira, aos 14 minutos do segundo tempo (Cruzeiro)
Cartões amarelos: Gerson, Matheus Pereira, Matheus Henrique, Lucas Romero e Lucas Silva (Cruzeiro); Justo Giani, Fernando Zuqui, Vicente Bernedo e Jhojan Valencia (Universidad Católica-CHI)
Cruzeiro: Matheus Cunha; Kauã Moraes (William, no intervalo), Fabrício Bruno, Lucas Villalba e Kaiki; Matheus Henrique (Lucas Silva, aos 26 do segundo tempo), Gerson, Christian (Bruno Rodrigues, aos 44 do segundo tempo) e Matheus Pereira; Wanderson (Keny Arroyo, no intervalo) e Néiser Villareal (Chico da Costa, aos 37 do segundo tempo). Técnico: Artur Jorge.
Banco de reservas: Otávio, Jonathan Jesus, João Marcelo, Kauã Prates, Lucas Romero, Japa, Kaique Kenji.
Universidad Católica-CHI: Vicente Bernedo; Daniel González, Branco Ampuero, Juan Díaz e Eugenio Mena (Sebastián Arancibia, aos 32 do segundo tempo); Fernando Zuqui, Jhojan Valencia e Cristián Cuevas; Clemente Montes (Matías Palavecino, aos 32 do segundo tempo), Justo Giani (Jimmy Martínez, aos 43 do segundo tempo) e Fernando Zampedri (Juan Francisco Rossel, aos 43 do segundo tempo). Técnico: Daniel Garnero.
Banco de reservas: Darío Melo, Bernardo Cerezo, Alfred Canales, Diego Corral, Francisco Valdés, Nickolas Pino, Martín Gómez e Vicente Cárcamo.
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