
Alexandre Costa
“E suscitou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior.” (Lucas 9:46)
É impressionante como essa discussão continua atual. Mesmo caminhando com Jesus, os discípulos ainda carregavam dentro de si uma lógica humana: a necessidade de posição, reconhecimento e superioridade. Eles estavam perto do Mestre, mas ainda pensavam como o mundo.
Nós também, muitas vezes, somos assim. Em vez de vivermos para servir, somos tentados a medir importância, comparar chamados e buscar lugares de destaque. Queremos ser vistos, lembrados, reconhecidos. Mas o Reino de Deus não funciona com essa lógica.
Logo após esse episódio, Jesus apresenta uma resposta que quebra completamente o conceito de hierarquia humana: Ele aponta para uma criança e ensina que o maior é aquele que se faz pequeno. Em outras palavras, no Reino, não cresce quem sobe — cresce quem desce.
Não há hierarquia de valor entre os filhos de Deus. Há funções diferentes, dons diferentes, responsabilidades diferentes — mas não existem níveis de importância diante do Pai. O que existe é um chamado comum: servir.
O problema começa quando confundimos posição com propósito. Quando alguém deseja ser maior, muitas vezes deixa de entender que já é plenamente amado, aceito e chamado por Deus. A busca por grandeza, na verdade, revela uma insegurança que o Evangelho já resolveu.
Jesus, sendo Senhor, lavou pés. Sendo Rei, se fez servo. Sendo o maior, se colocou como o menor. E Ele não apenas ensinou — Ele viveu.
Seguir Jesus é abandonar a competição e abraçar a cooperação. É parar de disputar espaço e começar a ocupar o lugar do serviço. É entender que, no Reino, ninguém precisa diminuir o outro para crescer, porque todos crescem quando servem.
Que possamos viver uma fé sem vaidade, sem disputa e sem comparação. Uma fé onde o valor não está no cargo, mas no coração. Onde o destaque não está no palco, mas na disposição de servir.
Porque no Reino de Deus, o verdadeiro maior… é aquele que decidiu não precisar ser.
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