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Funcionalismo | Reajuste de 5,4% para servidores de Minas gera reação de sindicatos e anúncio de greve na educação

Representantes do funcionalismo afirmam que índice anunciado pelo governo estadual está abaixo da recomposição das perdas acumuladas. Foto: Marcelo Sant’Anna / ALMG

Projeto prevê reajuste para servidores ativos, inativos e pensionistas da administração estadual e será enviado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Da Redação da Rede Hoje

O anúncio de recomposição salarial de 5,4% para servidores públicos estaduais de Minas Gerais provocou reação de sindicatos e parlamentares ligados às categorias. A medida foi apresentada pelo governador Romeu Zema na segunda-feira, 2. O reajuste prevê aplicação para servidores ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta. O pagamento terá efeito retroativo a 1º de janeiro de 2026. O projeto de lei será encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

De acordo com o governo estadual, cerca de 673 mil servidores serão contemplados com o reajuste proposto. O impacto estimado na folha de pagamento do Executivo é de R$ 3,4 bilhões por ano. A recomposição depende da aprovação do projeto pela Assembleia Legislativa. Após aprovação, o texto deverá seguir para sanção do governador. O índice anunciado passou a ser questionado por entidades representativas do funcionalismo.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais classificou o percentual como insuficiente. A entidade reafirmou a decisão de iniciar greve por tempo indeterminado a partir de 4 de março. Segundo o sindicato, o índice necessário para recompor perdas acumuladas chega a 41,83%. A entidade também contesta a afirmação do governo sobre o pagamento do piso salarial do magistério. A pauta da mobilização inclui ainda a suspensão do leilão de escolas estaduais.

Mobilização

A presidenta do SindUTE/MG, Denise Romano, afirmou que a categoria reivindica recomposição integral das perdas acumuladas desde 2019. Segundo a dirigente, houve períodos com reajustes abaixo dos índices definidos pelo Ministério da Educação. A entidade também aponta ausência de aplicação de percentuais previstos em alguns anos. A dirigente citou problemas relacionados às condições de trabalho da categoria. O sindicato defende abertura de negociação com o governo estadual.

O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais também criticou o percentual anunciado pelo Executivo. A entidade afirma que a defasagem salarial acumulada da categoria gira em torno de 40%. O sindicato relembra acordo firmado em 2019 que previa recomposição parcelada para a segurança pública. Segundo a entidade, apenas a primeira etapa teria sido aplicada. O sindicato defende cumprimento dos compromissos firmados anteriormente.

A deputada estadual Beatriz Cerqueira também questionou o reajuste durante manifestações relacionadas ao tema. A parlamentar afirma que o governo utiliza como referência salarial nível de formação superior. Segundo ela, a legislação federal estabelece o piso do magistério para profissionais com nível médio. A deputada relaciona o anúncio do reajuste ao calendário eleitoral. O governo estadual afirma que a recomposição assegura equivalência proporcional ao piso nacional do magistério.

Fonte: Brasil de Fato

@redehoje
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