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Saúde | Pesquisa baseada em dados do Ministério da Saúde revela que 34% da população adulta de Patrocínio apresenta quadro de obesidade

Em Patrocínio há 3.600 adultos nessa condição representando 5,12% de obesidade mórbida (grave) do total de habitantes com mais de 20 anos. Foto: Towfiqu barbhuiya | Pexels

Levantamento de Eustáquio Amaral, na Primeira Coluna da Rede Hoje, detalha índices de obesidade em Patrocínio e região

Da Redação da Rede Hoje

Patrocínio possui 23.830 pessoas adultas com obesidade conforme levantamento realizado pelo colunista Eustáquio Amaral, na “Primeira Coluna”, na Rede Hoje, apresentando os números da saúde de Patrocínio e região. Os dados utilizam como base a pesquisa Vigitel e o Sisvan do Ministério da Saúde com apoio de análise do jornal O Globo. O índice total de obesidade no município atinge 34% dos cidadãos com idade igual ou superior a 20 anos. Esse universo de adultos em Patrocínio soma 70.230 pessoas segundo as estatísticas demográficas apresentadas pelo instituto IBGE. A quantidade exata de indivíduos em que o peso ultrapassa a normalidade reflete um tema relevante para a saúde pública local.

A classificação da condição física utiliza o Índice de Massa Corporal conhecido pela sigla IMC para avaliar a relação entre peso e altura. O cálculo é feito pela divisão do peso pela altura ao quadrado sendo que o peso normal situa-se entre 18,5 e 24,9. Diagnostica-se o sobrepeso quando o índice está entre 25 e 29,9 enquanto valores acima de 30 caracterizam o quadro de obesidade. Uma pessoa com 70 quilos e 1,60 metro de altura possui IMC de 27,3 sendo considerada na faixa de sobrepeso. A Organização Mundial de Saúde define a obesidade como doença crônica pelo acúmulo anormal ou excessivo de gordura.

Níveis de obesidade

A obesidade grau 1 ou moderada atinge 20% da população adulta patrocinense o que representa um grupo de 14.100 cidadãos locais. Nesse estágio o índice situa-se entre 30 e 34,9 como no exemplo de alguém com 1,70 metro pesando 90 quilos. O grau 2 é considerado obesidade severa e engloba 8,73% dos adultos do município totalizando aproximadamente 6.130 pessoas residentes. Já a obesidade grau 3 classificada como mórbida ou grave ocorre quando o índice é igual ou superior ao algarismo 40. Em Patrocínio há 3.600 adultos nessa condição representando 5,12% de obesidade mórbida (grave) do total de habitantes com mais de 20 anos.

Os municípios vizinhos apresentam variações nos índices de obesidade da população adulta em comparação com os números registrados em Patrocínio. Coromandel registra 35,85% enquanto Patos de Minas possui 36,35% e Serra do Salitre apresenta o percentual de 36,5% de obesos. Monte Carmelo aparece empatado com o índice de Patrocínio enquanto a capital Belo Horizonte serve de referência com 43,69%. Outras cidades da região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba possuem números mais elevados como Araxá com 40,71%. Romaria registra 39,35% e Ibiá atinge 42,42% de adultos obesos conforme os dados técnicos apresentados na análise.

Comparativo regional

As cidades de Uberaba e Uberlândia apresentam os maiores índices de obesidade total na região com 42,52% e 43,28% respectivamente. No que se refere especificamente à obesidade mórbida os municípios de Uberaba e Veríssimo superam os demais ultrapassando 7%. Patrocínio mantém-se com índices inferiores aos de grandes polos regionais mas os números demonstram a necessidade de atenção médica. O estudo aponta que o sobrepeso não deve ser confundido com a obesidade embora ambos indiquem excesso de massa corporal. O detalhamento das faixas de IMC auxilia na compreensão da gravidade do problema de saúde em cada localidade.

O mapeamento da saúde metabólica da população adulta serve como referência para políticas de prevenção e tratamento de doenças crônicas. O uso de critérios padronizados pelo Ministério da Saúde garante a fidelidade dos dados coletados por meio de inquéritos telefônicos oficiais. A análise dos 70.230 adultos patrocinenses exclui quase 25.000 cidadãos que estão distribuídos entre as faixas de crianças e adolescentes. O tema é considerado de alta utilidade pública por tratar de condições que afetam o cotidiano de milhares de moradores. As recomendações para a saúde da população baseiam-se na manutenção de índices dentro da normalidade estabelecida pela OMS.

@redehoje
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