
Prédio do antigo Mercado Municipal passa por obras de recuperação para receber novas atividades e serviços públicos. Foto: Rede Hoje/Arquivo.
Projeto prevê funcionamento de boxes comerciais e espaço gastronômico no térreo – como o Mercado Central de Belo Horizonte – e instalação da Unidade de Atendimento Integrado (UAI) no segundo pavimento
Luiz Antônio Costa
O prédio do antigo Mercado Municipal de Patrocínio está passando por obras de recuperação. O espaço deverá voltar a receber atividades comerciais e de serviços após a conclusão das intervenções. A proposta prevê o funcionamento do Mercadão Municipal no pavimento térreo do imóvel. O local será destinado à instalação de boxes comerciais ligados à gastronomia e ao comércio local. A estrutura também deverá receber feira do produtor e espaços de convivência. A ideia é que o novo mercado funcione como o Mercado Central de Belo Horizonte oferecendo gastronomia, produtos dos agricultores familiares, cultura, lazer e atividades artísticas.
Registros históricos indicam que o Mercado Municipal de Patrocínio já era citado em referências urbanas da cidade na década de 1950. Localizado na Rua Marechal Floriano, o espaço foi planejado para concentrar atividades comerciais voltadas ao abastecimento e à venda de produtos locais. Ao longo dos anos, o prédio se consolidou como ponto de comércio e circulação de moradores. O mercado funcionou por várias décadas com venda de alimentos e outros produtos. Posteriormente, o imóvel deixou de ser utilizado para essa finalidade e permaneceu sem funcionamento por um período.
Descaracterização

O espaço passou a abrigar diferentes tipos de atividades que não estavam ligadas ao comércio de alimentos ou ao abastecimento da população. Foto: Rede Hoje/Arquivo
Nas últimas duas décadas, o prédio deixou gradualmente de exercer a função original de mercado municipal. O espaço passou a abrigar diferentes tipos de atividades que não estavam ligadas ao comércio de alimentos ou ao abastecimento da população. Parte das áreas internas foi adaptada para outros usos ao longo desse período. Com isso, a estrutura perdeu a característica de mercado público tradicional. A atual reforma busca retomar o propósito inicial do espaço.
O projeto de recuperação do prédio prevê a reorganização das atividades no imóvel. A proposta é restabelecer a função comercial no pavimento térreo. O objetivo é concentrar novamente atividades ligadas ao comércio de alimentos e produtos locais. As intervenções incluem adequações estruturais e mudanças internas no edifício. As obras seguem em andamento no local.
Estrutura
Segundo o secretário de Obras, Thiago Malagoli, ainda não há uma data definida para a conclusão das obras. De acordo com ele, intervenções em estruturas antigas podem apresentar mudanças durante a execução dos serviços. O secretário informou que ajustes no projeto podem ocorrer conforme o andamento da obra. Ele afirmou que a orientação da administração municipal é concluir os trabalhos no menor prazo possível. A previsão de entrega está sendo acompanhada pela gestão municipal.
O engenheiro Gabriel Fagundes, diretor de Cidades da Secretaria de Obras, informou que a estrutura interna do prédio está passando por mudanças. Segundo ele, diversas divisórias existentes no pavimento superior estão sendo removidas. A medida busca ampliar o espaço destinado ao funcionamento da Unidade de Atendimento Integrado. A nova configuração deverá permitir maior circulação de pessoas no local. O telhado também passa por adequações durante a execução das obras.
Modificações internas
De acordo com o engenheiro, as modificações internas são necessárias para adaptar o prédio ao novo formato de funcionamento. O pavimento superior havia sido dividido anteriormente em diferentes salas comerciais. Essas divisões estão sendo retiradas para formar um espaço mais amplo. A proposta é permitir a instalação adequada dos serviços previstos para o local. As intervenções seguem conforme o planejamento técnico da obra, que pela sua previsão, deve ser entregue entre julho e agosto deste ano.
No pavimento térreo, o projeto prevê o funcionamento do Mercadão Municipal. O espaço deverá receber atividades comerciais voltadas à alimentação e ao comércio local. Entre as propostas estão feira do produtor, restaurantes e pequenos estabelecimentos comerciais. O local também poderá abrigar áreas destinadas à circulação e permanência de visitantes. A organização dos boxes será definida após a conclusão das obras.
A proposta também inclui a presença de estabelecimentos voltados à gastronomia. O objetivo é reunir diferentes opções de alimentação em um mesmo espaço. O modelo prevê a instalação de pequenos restaurantes e bares. Esses estabelecimentos deverão ocupar os boxes comerciais disponíveis no local. A definição final dependerá da organização do projeto comercial do espaço.
Serviços
O segundo pavimento do prédio deverá receber a Unidade de Atendimento Integrado. O espaço concentrará atendimentos públicos do estado e do município. A proposta é reunir diferentes serviços em um único local. A medida busca facilitar o acesso da população a atendimentos administrativos. O fluxo de pessoas deverá ser ampliado com a instalação da unidade.
Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Pedro Lucas, a intenção é centralizar alguns serviços públicos no local. Entre os atendimentos previstos estão serviços de protocolo e emissão de documentos. A Unidade de Atendimento Integrado também deverá oferecer serviços ligados ao governo estadual. A concentração desses atendimentos permitirá que a população resolva diferentes demandas no mesmo endereço. O modelo segue o formato de funcionamento da UAI em outras cidades.
De acordo com o secretário, o PROCON também poderá ser instalado no prédio. A proposta ainda está em fase de organização dentro do projeto administrativo. A presença do órgão permitirá atendimento relacionado à defesa do consumidor. O serviço poderá funcionar junto aos demais atendimentos da unidade. A definição final dependerá da estrutura disponível após a conclusão das obras.
A instalação da UAI também deverá aumentar a circulação de pessoas no prédio. O fluxo de atendimentos poderá contribuir para movimentar os estabelecimentos comerciais do mercadão. A proposta é integrar comércio, serviços e atendimento público no mesmo espaço. Essa organização busca concentrar diferentes atividades em um único ponto da cidade. O funcionamento conjunto deverá ocorrer após a entrega do prédio.
Economia

O projeto pretende seguir a configuração do Mercado Central em Belo Horizonte com produtos regionais, gastronomia, cultura e arte. Foto: Rede Hoje/Arquivo
O projeto também prevê a participação de pequenos produtores rurais. A proposta inclui a venda de produtos da agricultura familiar dentro do mercadão. Esses produtos poderão ser comercializados diretamente ao público. Outra possibilidade é o fornecimento para restaurantes instalados no local. A medida busca integrar produção rural e comércio urbano. O projeto pretende seguir a configuração do Mercado Central em Belo Horizonte com produtos regionais, cultura e arte.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, a proposta inclui fortalecer a cadeia produtiva local. A ideia é permitir que produtores forneçam alimentos para estabelecimentos instalados no espaço. Esse modelo poderá ampliar a circulação de produtos do município. A participação dos produtores dependerá da organização final dos espaços comerciais. O planejamento ainda está em fase de finalização.
A reportagem da Rede Hoje também tentou contato com o secretário de Agricultura, Odirlei Magalhães. O objetivo era obter informações sobre possíveis ações relacionadas à agricultura familiar no projeto. Até o fechamento desta matéria, ele não havia atendido às ligações. A participação da pasta poderá envolver produtores rurais do município. Novas informações poderão ser divulgadas após a conclusão do projeto.





