
Eli Costa da Ectech Broadcast LLC, nos estúdios construídos na Rádio Nacional de Angola, em Luanda (Foto: Arquivo Pessoal)
Profissional atua na gestão do projeto que vai transformar 33 estúdios para sistema IP no país africano
Da Redação da Rede Hoje
O empresário Eli Costa, natural de Patrocínio (MG), está em Angola desde janeiro de 2026 participando do projeto de modernização da Rádio Nacional de Angola (RNA). Ele integra a equipe de gestão da obra que vai transformar os sistemas de transmissão da emissora pública angolana, substituindo o modelo analógico por estúdios totalmente baseados em tecnologia IP. O trabalho é realizado por um consórcio que reúne empresas brasileiras e americanas.
A iniciativa prevê a reforma e a atualização tecnológica de 33 estúdios da RNA, além de parques de transmissão localizados em diferentes regiões do país. A primeira fase do projeto teve início em novembro de 2025, com solenidade de lançamento realizada em Luanda, capital angolana. A chegada da equipe técnica ocorreu em janeiro deste ano para dar continuidade às obras. A expectativa é que os trabalhos sejam concluídos até fevereiro de 2027.

Autoridades angolanas visitaram esta semana alguns dos 33 estúdios da RNA
Eli Costa é responsável pela gestão do projeto por meio da Ectech Broadcast LLC, empresa com escritório em Miami na qual é sócio. Ele atua em parceria com o engenheiro Paulo Fernando de Azevedo, com quem divide a gestão dos trabalhos em solo angolano. A contratação da equipe foi feita pela U2broadcast, empresa americana comandada pelo CEO Markos Kozelinski, coordenador geral do projeto.
Tecnologia americana

Equipe que instalou o projeto em 33 estúdios
Todo o projeto de design dos novos estúdios foi desenvolvido por Eli Costa, que também é técnico em telecomunicações. A parte de áudio dos estúdios utiliza equipamentos da Wheatstone, empresa americana especializada em soluções de áudio IP para rádio e televisão. A escolha dos transmissores ficou a cargo da GatesAir, multinacional americana referência no setor de transmissão em todo o mundo.
A parceria envolve ainda a participação de empresas brasileiras na execução das obras. A previsão é que a equipe permaneça em Luanda até maio deste ano, quando devem ser iniciados os trabalhos nas províncias do interior de Angola. A ordem de execução segue o cronograma definido pela direção da Rádio Nacional de Angola, que estabeleceu prioridades regionais para a primeira fase do projeto.
O Conselho de Direção Alargado da Rádio Nacional de Angola anunciou que o processo de modernização será implementado em diferentes fases em todo o território angolano. A informação foi divulgada na página oficial da Rádio Namibe no Facebook, destacando que a iniciativa prevê expansão da cobertura e melhoria tecnológica das infraestruturas de radiodifusão. A província do Namibe está entre as regiões que devem ser atendidas ainda na primeira fase.
Expansão do sinal

Um dos 33 estúdios montados pela equipe dos brasileiros
A modernização da RNA tem como objetivo ampliar a qualidade de emissão e a cobertura do sinal da emissora em território angolano. A expectativa da direção da rádio pública é que as melhorias permitam reforçar o serviço de informação prestado às comunidades, especialmente nas regiões mais distantes dos grandes centros urbanos. A atualização da rede de emissores é considerada estratégica para o fortalecimento da comunicação social pública no país.
Em dezembro de 2025, a Televisão Pública de Angola (TPA) produziu uma reportagem sobre o início das obras de modernização. A matéria foi ao ar no telejornal da emissora e destacou a relevância do projeto para o sistema de comunicação angolano. Uma nova reportagem está prevista para ser exibida no dia 12 de março de 2026, também no horário nobre da TPA, mostrando o andamento dos trabalhos nos estúdios de Luanda.
O ministro das Comunicações de Angola, Mário de Oliveira, acompanhou o lançamento do projeto em novembro do ano passado. Na ocasião, ele visitou as instalações da RNA e participou de reuniões com os responsáveis técnicos pela modernização. O governo angolano considera a atualização tecnológica da rádio pública como uma prioridade para o setor de comunicação no país.
Próximas etapas

Cartaz com o ministro Mário Oliveira, anunciando do processo
Além da reforma dos estúdios, o projeto prevê a implantação de novos parques de transmissão em pontos estratégicos de Angola. A segunda fase do projeto já está em fase de tratativas entre as empresas envolvidas e a direção da Rádio Nacional de Angola. O cronograma depende da conclusão dos trabalhos iniciais e da liberação de recursos para as etapas seguintes.
Eli Costa afirmou que o trabalho em Angola representa uma oportunidade de aplicar conhecimentos técnicos adquiridos ao longo da carreira no setor de telecomunicações. Ele destacou que o projeto utiliza equipamentos de fabricantes reconhecidos mundialmente e que a equipe brasileira tem participação ativa na gestão e na execução das obras. A expectativa é que novos profissionais sejam contratados ao longo do desenvolvimento do projeto.

A direita das autoridades angolanas, Markos Kozelinski, da empresa americana U2broadcast, coordenador geral do projeto; e o sócio brasileiro de Eli Costa, engenheiro Paulo Fernando de Azevedo.
A previsão é que os trabalhos em Luanda sejam concluídos nos próximos meses, permitindo o deslocamento da equipe para outras províncias. A ordem de atendimento às regiões segue critérios técnicos definidos no plano estratégico da RNA. O objetivo é garantir que a modernização alcance o maior número possível de ouvintes em todo o território angolano.





