Atual e ex-prefeito divergem sobre construção de 144 apartamentos, enquanto MP intervém e população aguarda solução
Além da polêmica sobre as primeiras 144 unidades, a prefeitura planeja construir mais 144 apartamentos e implementar os programas FAR e MCMV Cidades. Alexandre Carvalho/Gov SP
Da redação da Rede Hoje
O projeto de construção de 144 moradias populares no bairro Cruzeiro da Serra, em Patrocínio, transformou-se em um embate político entre a atual administração municipal e a gestão anterior. O prefeito Gustavo Brasileiro anunciou o envio de um novo projeto à Câmara Municipal nesta sexta-feira (04/04) para troca do terreno original, após notificação do Ministério Público Estadual.
O ex-prefeito Deiró Marra afirmou — em conversa informal nesta semana — que o projeto já estava aprovado para execução no local inicial. "Só faltava assinatura e um mise-en-scène político para dar ao prefeito uma projeção, mas o prefeito atual não quis assinar", declarou Marra. Brasileiro justificou a mudança: "Apresentamos as justificativas, falamos da notificação do Ministério Público Estadual, conversamos com a empresa responsável pela construção, obtivemos autorização da Caixa e destacamos a necessidade de adequação do projeto para que ele pudesse ser executado corretamente.”, disse o prefeito em entrevista à Módulo FM.
Além da polêmica sobre as primeiras 144 unidades, a prefeitura planeja construir mais 144 apartamentos e implementar os programas FAR e MCMV Cidades, totalizando cerca de 600 moradias. Entretanto, permanecem indefinidos o cronograma de obras e a localização definitiva dos novos empreendimentos, mantendo a população em espera.
A intervenção do Ministério Público no caso evidenciou as dificuldades na continuidade de políticas habitacionais entre gestões municipais distintas. Enquanto a administração atual alega necessidade de ajustes técnicos, a oposição acusa motivações políticas no redirecionamento do projeto.
Com a aprovação na Câmara Municipal, considerada certa, a atenção agora se volta para a efetivação das obras. O impasse ilustra como questões essenciais de moradia popular podem se tornar reféns de disputas políticas, com a população como parte mais afetada pela demora na solução definitiva.