O levantamento apontou evolução de 10,3% em receita cambial frente aos números registrados nos 12 meses de 2020.

Café de qualidade, com padrão de exportação, gerou emprego, renda e divisas para o país Foto: Ascom|Cooxupé

Por Alexandre Costa e Camila Xavier

Com a recente divulgação dos dados de exportação do café brasileiro fica claro o empenho do produtor em garantir uma safra representativa mundialmente. O levantamento apontou que foram exportadas 40,372 milhões de sacas de 60 kg de café em 2021, que gerou US$ 6,242 bilhões, o que representa queda de 9,7% em volume, mas evolução de 10,3% em receita cambial frente aos números registrados nos 12 meses de 2020.

Mesmo enfrentando a crise hídrica e a alta vertiginosa no preço dos insumos, além de um ano de baixa bienalidade, o cafeicultor brasileiro foi resiliente, demonstrando toda a dedicação em produzir um café de qualidade, com padrão de exportação, gerando emprego, renda e divisas para o país.

Dizemos sempre que sem produção, não há comércio. Além das intempéries climáticas severas, o produtor teve de encarar previsões pessimistas de analistas e a forte especulação do mercado. Mas, a despeito disso, trabalhou arduamente para garantir o abastecimento interno e externo”, analisa Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC).

Cooperativas mais importantes do que nunca

O cooperativismo é a mola mestre de uma engrenagem que trabalha em vista do bem comum. E o ano de 2021 provou mais ainda a importância das cooperativas como parceiras do produtor. Em função do avanço da pesquisa e da tecnologia, os índices de produtividade são melhores a cada dia, muito em função da ação das organizações cooperadas, que muitas vezes financiam tais estudos e experimentos em busca de avanço tecnológico, além de práticas de manejo mais eficientes.

Não há dúvidas que as associações e cooperativas fortalecem o setor cafeeiro, praticamente em todos os aspectos. Elas subsidiam o produtor no chão da lavoura, mas também orientam a forma correta de comercializar sua produção e até como ele deve gestar financeiramente sua propriedade. Por isso, o CNC parabeniza o produtor de café pelos números obtidos, tanto em volume quanto em receita”, finaliza Silas Brasileiro.

Com informações do Cecafé

Assessoria de Comunicação CNC

Alexandre Costa e Camila Xavier