Demanda foi comprovada em pesquisa que será apresentada nesta quinta (10), em audiência da Comissão Pró-Ferrovias na AL de Minas.

Investimentos em ferrovias gerariam renda e empregos para o Estado, segundo professor - Arquivo ALMG - Foto:Guilherme Dardanhan

Da redação da Rede Hoje

A necessidade de ampliar os portos secos e de incrementar a malha ferroviária no Estado de Minas Gerais deve ser abordada em audiência pública da Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quinta-feira (10/3/21), às 10 horas.

Na reunião, o professor Rodrigo Affonso de Albuquerque Nóbrega vai apresentar para a comissão pesquisa acadêmica que trata dessa questão.

Esse estudo foi realizado por ele e por outros pesquisadores do Instituto de Geociências, da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (ALMG), e da Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Segundo o deputado João Leite (PSDB), que preside a comissão e solicitou a audiência, a pesquisa demonstra a relação entre a implantação dos terminais logísticos e o desenvolvimento econômico de determinado local.

Esse estudo reforça a necessidade de Minas ampliar também sua malha ferroviária, reduzindo o frete de seus produtos e ampliando a competitividade de sua produção”, destacou o parlamentar.

Professor destaca disparidade no número de portos secos

De acordo com o professor Rodrigo de Albuquerque, há uma disparidade do número de portos secos no Brasil. “Se compararmos com outros estados, Minas está atrasado nesse processo. São Paulo tem 27 portos secos, quase a metade de todas essas estruturas do País. Já Minas, tem cinco”, destacou.

Os portos secos são áreas alfandegárias de uso público localizadas fora dos portos principais e próximas de regiões com grande volume de produtos a serem comercializados. Possibilitam um melhor fluxo logístico, desafogando a movimentação de mercadorias em portos e aeroportos.

Rodrigo de Albuquerque explicou que, no caso de São Paulo, a existência desses portos acaba sendo uma estratégia do estado para reter receita, o que não tem sido explorado por aqui.

O professor ainda relatou que esses portos podem ser abastecidos por caminhões, mas no mundo todo esse abastecimento ocorre, sobretudo, por meio de trens.

Rodrigo de Albuquerque ainda acrescentou que esse investimento nos portos secos e nas ferrovias gerariam emprego e renda para o Estado.

Segundo ele, as pesquisas realizadas demonstram que há demanda para a instalação dessas estruturas em Montes Claros (Norte de Minas), Paracatu-Unaí (Noroeste de Minas) e Teófilo Otoni (Vale do Mucuri).

OUTROS CONVIDADOS

Para a audiência pública, também foram convidados o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, e representantes da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, da Agência Nacional do Transportes Terrestres (ANTT) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Também foram chamados integrantes da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais e de organizações ligadas à causa ferroviária, entre outros.