Novidade. É a divulgação do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC). O propósito é a promoção da prosperidade econômica, do desenvolvimento social e da proteção ambiental, ao mesmo tempo. Portanto, desenvolvimento não é apenas econômico, como alguns pensam. Ele tem que ser acompanhado pelo progresso social e preservação da natureza. Qualidade de vida da população, acima de tudo. O IDSC é harmonizado com princípios da ONU e objetiva orientar os prefeitos de todos os municípios para a melhoria na gestão pública. É uma boa ferramenta. Quanto ao IDSC, Patrocínio encontra-se regular no que se refere à região do Triângulo (inclusive o Alto Paranaíba). Porém, no cenário do Estado e País, a situação é aquém do esperado. Em outras palavras, as cidades da região precisam de melhoria em diversas variáveis. Estão no pelotão de trás e algumas na Segunda Divisão.

TRIÂNGULO PRECISA MELHORAR – Tratando-se de desenvolvimento sustentável, um conceito mais amplo para o progresso, diversas cidades da região estão fora dos primeiros 90 municípios mineiros. Tais como Patos de Minas, Monte Carmelo, Coromandel, Araguari, Ituiutaba, Prata, Ibiá e até Unaí no Noroeste. Para não falar na vizinhança: Guimarânia, Cruzeiro da Fortaleza e Serra do Salitre.

UBERLÂNDIA LIDERA – Na região, o município que tem o melhor desenvolvimento sustentável é a capital triangulina. Embora se posicione em 10º lugar em Minas e só em 103º no Brasil. Depois, Araxá (2º lugar), Cachoeira Dourada (3º), Sacramento (4º) e Pedrinopólis (5º) completam os cinco melhores municípios sustentáveis do Triângulo.

E PATROCÍNIO? – A capital brasileira do café é o 12º lugar no Triângulo, em termos de desenvolvimento sustentável. À frente de Patrocínio estão os cinco municípios citados, mais Nova Ponte (6º), Perdizes (7º), Uberaba (8º), Frutal (9º), Lagoa Formosa (10º) e União de Minas (11º). Se considerar Minas, Patrocínio está em 84º lugar (BH é o 19º). E no longínquo 705º lugar no Brasil.

AFINAL, O QUE É DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL? – São considerados 17 “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, que envolvem mais de 100 indicadores, referentes às várias áreas de atuação de qualquer administração pública. A pontuação do IDSC (índice) é medida entre 0 a 100%. E foi calculado para todos os 5.570 municípios brasileiros.

EM NÚMEROS... – Dentre os 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), Patrocínio deu show em três objetivos. Em 14, houve variação de “pequenos desafios” a “grandes desafios” a serem enfrentados. Ou seja, precisam de melhorias nos indicadores. Na pontuação geral (dos 17 objetivos), Patrocínio alcançou 54,8%. O que coloca o Município no conceito de “pontuação média”. No Triângulo, inclusive Alto Paranaíba, apenas Uberlândia tem “pontuação alta” (60,1%), quando se fala em sustentabilidade.

PRIMEIRO PONTO POSITIVO – Dentre os três ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) excelentes, o objetivo “Energia limpa e acessível” indica que Patrocínio tem os domicílios com acesso à energia elétrica (99,67%) e com vulnerabilidade energética abaixo da referência limite.

SEGUNDO PONTO POSITIVO – Palmas para o DAEPA. O objetivo “Vida na Água” apresenta que Patrocínio trata o esgoto, antes de chegar aos rios e córregos 100% (o mínimo é 70%).

TERCEIRO PONTO POSITIVO – O ODS “Indústria, Inovação e Infraestrutura” de Patrocínio merece também aplauso. O investimento público (da Prefeitura) em infraestrutura, em relação ao PIB, está acima do mínimo desejável. Com respeito à inovação, a participação dos empregos no Município em atividades intensivas do conhecimento e tecnologia é elogiável (leia-se avanços tecnológicos).

MAS... NEM TUDO É FESTA – Dos 14 ODS restantes (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) que Patrocínio tem que cumprir, dois são bons com desafios, quatro com desafios significativos e oito onde há grandes desafios a serem enfrentados. Esses estão na marca do pênalti. Próximas edições, pormenores dessa “turma” de ODS. Nesses oito avermelhados moram as fragilidades de Patrocínio, no que refere à sustentabilidade do progresso.

O QUE É; QUEM SÃO – O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC) é um trabalho do Instituto Cidades Sustentáveis (ICS). É uma organização social, sediada na capital paulista e com o endereço eletrônico www.cidadessustentaveis.org.br. Esse Instituto se utiliza de metodologia anunciada pela ONU, em 2015. Algumas das primeiras cidades mineiras no ranking (melhores colocações), nas últimas semanas, têm divulgado o índice. A desenvolvida Ouro Branco, na região de Ouro Preto, é um exemplo (17º lugar). A notícia está na edição de 08/7/2022 do www.correiodeminas.com.br.

E AÍ,... E DAÍ? – O IDSC não é oficial, mas recorre a informações oficiais. No geral, é válido como um bom padrão de desenvolvimento. Por isso, no mínimo, vale a pena observá-lo e tê-lo como referência. Qualquer cidade, qualquer administração, só tem a ganhar.

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Inauguração do estádio Júlio Aguiar, CAP (Seleção de Patrocínio) e América Mineiro, dia 1 de maio de 1962. O vôo de Dedão, goleiro que morava no meu bairro e mais tarde foi meu colega de time, no Ferroviário. Aqui começou a paixão pelo CAP.

ODE AO PATROCINENSE

Correndo com raça, de forma decente.
Compete em paz, mas garra é o que sente.
Meu time é guerreiro, vibrante, insistente.
A imagem em campo da luta da gente.

A cada gol que faz um atleta Grená,
A minha paixão está correspondida.
E se emoção mais forte não há,
Essa vibração é plena de vida.

Nossa busca é constante pela vitória,
Contudo, na vida, nem sempre se vence
Ganhar é importante, mas a minha glória
É estar na torcida do Patrocinense.

Este poema é parte do cerimonial do lançamento do livro “CAP: A História de Uma Paixão Grená”, cujo evento se daria hoje, 15 de julho de 2022. Na realidade eu escrevi como hino e ele estava na fase de elaboração livro, como ele só sai agora, outros dois hinos — muito bonitos — foram compostos (um por Frederico Lopoes Junior e outro Sebastião Jacinto Júnior), então o hino fica como uma ode ao Patrocinense.

O lançamentos do livro teve que ser adiado por causa de atrasos no sedex dos Correios. Repito aqui, o que já está na reportagem sobre o problema: o despacho feito dentro do prazo, a previsão de chegada para o dia 11, porém o pessoal dos Correios não sabe onde estão cinco caixas de livros. Mas, vida que segue.

Na próxima semana vamos definir outra data, provavelmente ainda em julho, onde nós, que amamos o CAP, nos encontraremos numa grande confraternização e você poderá, se quiser, ler e reviver as histórias do nosso clube desde 1948.

No livro, você vai saber porque coisas relacionadas ao CAP me tocam tão profundamente. Algumas coisas adianto. A primeira delas, é o time que representa Patrocínio. Cidade mineira, erguida no Alto Paranaíba — que deu origem a muitas outras desta região—e que é maravilhosa em todos os sentidos. Pelo menos pra mim. Tem defeitos como todas, mas, pra mim, é perfeita. Não é minha cidade de nascimento, mas é onde vivo desde meus quatro anos. Dela, além de tudo, tenho o título de “cidadão honorário”.

A segunda é que nos anos 1960 eu era praticamente vizinho
 de Dedão, morávamos no mesmo bairro. Ele me encantava com as defesas espetaculosas e magistrais (na foto que abre esta crônica, do jogo entre o embrião do Patrocínio Esporte — que era o CAP, com outro nome, esta história tambem está no livro — faz uma defesa espetacular que foi congelada no tempo, não sei quem é o autor, mas foi o próprio Dedão que me cedeu para a revista Presença). Foi ele que, como eu, era filho de ferroiário, me fez apaixonar pelo Patrocinense.

Então, por volta de 1964, quando eu tinha 10 anos, começou a paixão pelo CAP. Mais tarde, com meus 16 anos, fui goleiro (ruim) dos aspirantes do Ferroviário, onde ele era titularíssimo. A minha paixão pelo CAP, começou aí.



E o terceiro motivo é que pelo Patrocinense conheci grande parte das pessoas, com as quais ainda me relaciono. Meus colegas de profissão, atletas, ex-atletas, dirigentes, membros de comissões técnicas, torcedores, empresários, etc.

Para se ter uma ideia, muitos dos jogadores da fase amadora e depois dos primeiros times profissionais do CAP, ainda hoje são amigos fraternos.

Isso não foi uma “nuvem passageira”, como diria o poeta e publicitário gaúcho, Hermes Aquino, na famosa música. Foi um amor real. Mais que um clube esportivo, o CAP significa para mim uma filosofia — que está nos versos que abrem esta crônica —, um meio que me proporcionou fazer sempre novos amigos. Muitas emoções pessoais e profissionais.

E pra fechar, contando ainda que toda a minha família (que é a coisa mais importante que Deus, generosamente, colocou no meu caminho) torce para o time grená.

O novo resgate histórico realizado pelo foi licenciado com a gravadora Eldorado, as filhas de Raul e Sylvio Passos presidente do Raul Rock Club .

A capa do disco citando que a gravação ocorreu em Patrocínio, no ano de 1974. Fotos Divulgação/Record Collector Brasil

Se você é daqueles céticos, que não acredita no que nós e outros contemporâneos de Raul Seixas falamos do show dele em Patrocínio, agora uma prova real. O registro do show mágico, de três dias na cidade, com público de menos de 200 pessoas gravado em Patrocínio e remasterizado na Alemanha. O show foi contratato pelo Zezinho, dono da Patrossom, uma loja de discos que ficava na Praça Santa Luzia. O evento, no Cine Patrocínio. O site “Universo do Vinil”, traz uma reportagem de um show histórico em Patrocínio. 'Eu não sou hippie de Raul Seixas é lançado em vinil' , com esse título, a reportagem conta que o disco de Raul Seixas, o selo Record Collector Brasil lança em vinil duplo, 180 gramas, azul e transparente, o mais antigo registro ao vivo completo que se tem notícia até o momento o 'Eu não sou Hippie', gravado em 1974 na cidade de Patrocínio, Minas Gerais, e é considerado como o show de pré-lançamento do LP Gita.

Diz ainda que “Por conta dos problemas de saúde pública enfrentados nos últimos anos que geraram dificuldades no país para o fornecimento e prensagem dos discos, a Record Collector Brasil trabalhou nele por mais de dois anos, licenciando fonogramas, providenciando autorizações editoriais, restaurando e remasterizando o áudio e buscando informações sobre este show que ao longo dos anos virou uma lenda entre os fãs”, explica a matéria.

Segundo o texto da reportagem, “Este novo resgate histórico realizado pelo selo Record Collector Brasil foi licenciado com a gravadora Eldorado, com as filhas de Raul (Scarlet, Simone e Vivi) e com Sylvio Passos presidente do Raul Rock Club – fiel escudeiro das obras do Raulzito”.

O disco tem edição limitada (só 500 cópias). O álbum duplo em vinil está em pré venda no site da Record Collector e para adquiri-lo, basta clicar aqui (para o azul) e aqui (para o transparente).

O corte dos masters foram feitos na Alemanha e a prensagem na fábrica Rocinante no Rio De Janeiro, em moderno equipamento e com técnicos treinados na Third Man Records de Jack White.

A ÍNTEGRA DA REPORTAGEM

No aniversário de 77 anos do Raul Seixas, o selo Record Collector Brasil lança em vinil duplo, 180 gramas, azul e transparente, o mais antigo registro ao vivo completo que se tem notícia até o momento o “Eu não sou Hippie”, gravado em 1974 na cidade de Patrocínio, Minas Gerais, e é considerado como o show de pré-lançamento do LP Gita.

Este novo resgate histórico realizado pelo selo Record Collector Brasil foi licenciado com a gravadora Eldorado, com as filhas de Raul (Scarlet, Simone e Vivi) e com Sylvio Passos presidente do Raul Rock Club – fiel escudeiro das obras do Raulzito.

Por conta dos problemas de saúde pública enfrentados nos últimos anos que geraram dificuldades no país para o fornecimento e prensagem dos discos, a Record Collector Brasil trabalhou nele por mais de dois anos, licenciando fonogramas, providenciando autorizações editoriais, restaurando e remasterizando o áudio e buscando informações sobre este show que ao longo dos anos virou uma lenda entre os fâs.

Os fonogramas do vinil Eu Não Sou Hippie não são provenientes da edição em CD pela gravadora Eldorado. A master foi retrabalhada com técnicas mais modernas que surgiram após o lançamento pela referida gravadora, conseguindo um resultado excelente e um áudio diferenciado da obra em CD – que acaba criando um registro único de um show intimista com um Raul Seixas “batendo um papo” com seu público enquanto apresenta um repertório que fundamentaria a sua carreira.

O vinil teve o áudio recuperado e remasterizado a partir da gravação de uma fita k7 na beira do palco que estava de posse de Sylvio Passos, e para preservar a integridade do show captado, alguns ruídos e quedas de volume foram mantidos, criando uma obra única e com a experiência auditiva de quem estava curtindo Raul Seixas de frente para o espetáculo.

O álbum duplo em vinil está em pré venda no site da Record Collector e para adquiri-lo, basta clicar aqui (para o azul) e aqui (para o transparente).

Sobre o disco de vinil:

O corte dos masters foram feitos na Alemanha e a prensagem na fábrica Rocinante no Rio De Janeiro, em moderno equipamento e com técnicos treinados na Third Man Records de Jack White.

Vinil duplo 180 gramas

Edição limitada e numerada (500 cópias em vinil transparente e 500 cópias em vinil azul)

OBI com a numeração individual de cada LP

Capa gatefold com textos sobre detalhes do show e do álbum.

Ano de lançamento do vinil: 2022

Origem: Brasil

Selo: Recordcollector Brasil – https://www.recordcollector.com.br

Faixas:

Se o Rádio Não Toca – 3:02

Ouro de Tolo – 3:42

O Trem das Sete – 3:42

Cachorro Urubu – 4:04

Gita – 5:24

Água Viva – 2:25

Sessão das 10 – 2:01

As Minas do Rei Salomão – 2:35

Não Pare na Pista – 2:47

Let Me Sing, Let Me Sing – 3:00

Rock Around The Clock – 2:40

Ready Teddy – 2:04

Metamorfose Ambulante – 4:59

As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor – 4:21

Sociedade Alternativa – 7:1

Observação importante:

Na tentativa de criar novas mentalidades na indústria e no comércio do vinil para preservar o meio ambiente, a Record Collector Brasil resolveu não selar mais seus lançamentos para não gerar mais lixo ao se descartar o plástico. Todos os LP´s são enviados com um plástico externo cristal protetor.

Fonte: Universo do Vinil

Prá fechar: costumam dizer que “em Patrocínio tem uma cabeça de burro enterrada ou praga de padre, que nada aqui vai pra frente”. Já penso com contrário. Patrocínio é uma terra abençoada e repleta de fatos históricos, como este. Sem querer ser ufanista, e já sendo, só podia ser mesmo nesta terra que o maior ídolo do rock brasileiro fosse registrado desta forma.



Interessante. Sempre é bom consultar livro sobre toponímia (estudos de nomes). Sobretudo, de cidades conhecidas. Uberaba, por exemplo, significa “água cristalina”, vindo de língua indígena Tupi. Uberlândia vem de “uber” que é “fértil” em latim, e, “lândia” (land é terra em alemão). Quando fazia parte do município uberabense, Uberlândia era nominada como São Pedro de Uberabinha. A seguir, mais nomes curiosos e suas origens. 

OS SEIS NOMES – Em 1772, ocorre, na prática, a fundação de Patrocínio. Acontece a criação da Fazenda Brumado (ou Bromado) dos Pavões. Nessa ocasião, os negros (quase todos escravos) chamam o local de Catiguá (árvores, matagal). No final do século XVIII (por volta de 1790), já existe algumas casas (casebres) em torno da fazenda. Dá-se o nome ao lugarejo de Salitre (não confundir com o futuro Salitre de Minas). Esse agrupamento de casebres seria na região da atual Igreja Matriz. Em 1804, os moradores desse povoado (Salitre) constroem pequena capela dedicada a N. S. do Patrocínio (onde está a atual Matriz). Em 1807, Salitre passa a ser o Arraial Nossa Senhora do Patrocínio (nome oriundo da Espanha). Em 1840, é criado o Município e Vila de Nossa Senhora do Patrocínio. E, finalmente, em 1874, surge a Cidade de Patrocínio. Na verdade, quatro topônimos dominantes: Brumado dos Pavões, Catiguá, Salitre e Patrocínio (“Patrocínio” denota “dar proteção”). 

PATOS TEVE NOME ESTRANHO – Em 1943, o vizinho município passa a ser Guaratinga. Durou mais de um ano Guaratinga, mas os patenses reagiram intensamente e o nome retornou para Patos de Minas. Na época que pertencia ao município de Patrocínio (1840-1866) chamava-se Santo Antônio dos Patos (“dos patos” devido aos palmípedes à beira do Rio Paranaíba).

NOSSA SENHORA DO CARMO EM PATROCÍNIO – Por quase vinte anos, o Distrito de Nossa Senhora do Carmo (1840-1859) pertenceu a Patrocínio. Em 1900, em alusão ao pico de mesmo nome, passa a ser Monte Carmelo (morro semelhante existente na Palestina, próximo à Nazaré, com o nome de Morro Monte Carmelo).

PAPAGAIOS, CEMITÉRIO E... – Araguari significa “a água ou o rio da baixada dos papagaios”. Araxá é “vista do mundo” em referência ao “lugar de onde se pode ver o mundo ou os largos horizontes e planuras altas.” Iraí de Minas é “o mel, água ou rio do mel”. Quando distrito de Monte Carmelo, Iraí era denominado de Espírito Santo do Cemitério. Um nome nada usual!

MAIS ORIGENS DOS NOMES – Ibiá é “terra alta, a chapada, o planalto”. No tempo que fazia parte do município de Araxá, Ibiá chamava-se São Pedro de Alcântara. Já Paracatu, o município pai de todos no Triângulo e Noroeste, significa “o rio bom, o rio praticável”. Na época colonial (até 1798) quando pertencia a Sabará, Paracatu era conhecida como Paracatu do Príncipe.

POUCA GENTE SABE – Coromandel tem duas explicações. Uma que teriam vindo portugueses da costa oriental da Índia e fundaram o povoado com o nome de Coromandel ou Curimandila. Outra versão diz que o nome tem origem tapuia (índios), que denominou a região de Coromandê. Carmo do Paranaíba é alusão à padroeira e o município de Rio Paranaíba era o longo nome São Francisco das Chagas do Campo Grande, quando fazia parte de Araxá.

DIVERSAS NOSSA SENHORA DO PATROCÍNIO – Além de ser a histórica padroeira de Patrocínio, ela também é padroeira de Virginópolis (na região do Serro) com o nome de Nossa Senhora do Patrocínio de Guanhães. Já em Abaeté há a secular Paróquia de Nossa Senhora do Patrocínio de Marmelada. Na Zona da Mata, Nossa Senhora do Patrocínio do Muriaé é padroeira da cidade que leva seu nome. E no Norte de Minas tem o distrito de Nossa Senhora do Patrocínio da Serra Nova, no município de Rio Pardo de Minas.

O INCRÍVEL ACONTECE – Quem acha muito cinco “Nossa Senhora do Patrocínio” em Minas Gerais, tem 17 “Nossa Senhora do Carmo” como padroeira. Exemplos na vizinhança: Monte Carmelo, Carmo do Paranaíba e Frutal.

E TEM MUITO MAIS... – Guimarânia é devido à família Guimarães que lá residiu. Perdizes era Conceição do Araxá, Cruzeiro (de cruz) da Fortaleza (ribeirão) e a toponímia e etimologia das cidades encantam e continuarão.

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Crédito imagem: AFP 



Há menos de 6 meses da Copa do Mundo do Catar, o Brasil encontra-se há cerca de 4 meses da eleições que definirão o próximo Presidente da República.

O clima eleitoral é de polarização. De um lado o atual Presidente, Jair Messias Bolsonaro. Do outro, o ex-Presidente, Luis Inácio Lula da Silva.

A Copa do Mundo provavemente seja a maior manifestação cívica do povo brasileiro. É quando as pessoas vestem-se de verde e amarelo e colocam suas bandeiras nas janelas. Como bem destacou Nelson Rodrigues, a Seleção Brasileira é a pátria de chuteiras.

Em 2018, durante a campanha eleitoral, o chamado “movimento bolsonarista” se apossou das cores e da bandeira Nacional. As camisas verde e amarelas e as bandeiras do Brasil tornaram-se os grandes símbolos políicos.

Isso muito devido aos partidos de esquerda, notadamente, o Partido dos Trabalhadores que, em seus atos políticos, onstentavam a bandeira vermelha do partido.

O “antipetismo” lançou o slogan: “Nossa bandeira nunca será vermelha”.

Vale aqui abrir um parênteses. A bandeira brasileira historicamente poderia ou até deveria ser vermelha.

Brasil significa “Vermelho como uma brasa” e tem origem na cor vermelha de uma madeira usada para tingir tecidos que os portugueses encontraram no país – o pau-brasil.

O fato é que o staff do atual Presidente aproveitou a oportunidade agiu estrategicamente trazendo para si as cores que o então nanico Partido Social Liberal não possuia.

Bolsonaro incorporou o verde e amarelo fazendo de conta que o partido dele era o Brasil. A estratégia mostrou-se acertada.

Ocorre que agora, muitos brasileiros não veem nas cores da bandeira um símbolo da Nação, mas uma alusão e até mesmo um apoio ao atual Governo.

Chama-me a atenção ver pessoas com vergonha usar as cores do país ou erguer uma bandeira para não serem “confundidos” com bolsonaristas.

Isto está errado e precisa ser revertido. Rápido. Urgente.

E para isso nada como uma Copa do Mundo. Aliás, nada melhor que ganhar uma Copa do Mundo.

A conquista de 94 simbolizou para o país a virada econômica com o Plano Real, a de 2002, a esperança com um Governo operário.

Que em 2022, o hexa seja a retomada do verde e amarelo pelos brasileiros.

Nossa bandeira nunca será… DELES, nem de ninguém! Ela é do povo brasileiro!

Gustavo Lopes

Gustavo Lopes
Colunista eventual da Rede Hoje. 

É Professor, consultor, parecerista, mestre e doutorando em Direito Desportivo. Vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo e presidente do Instituto Mineiro de Direito Desportivo. Escreve na coluna “Desporto: temas, textos e contextos” todos os domingos.


Publicado originalmente no site "Lei em Campo