IVAN BATISTA DA SILVA*

Setembro de 1969: Os 13 presos políticos trocados pelo embaixador americano no Brasil, Charles Elbrick, sequestrado por militantes do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) e da Ação Libertadora Nacional (ALN). Os fatos são narrados no livro "O que é isso, companheiro", de Fernando Gabeira, um dos envolvidos na trama, que acabou virando filme, em 1997, sob a direção de Bruno Barreto e do livro "Memórias do Esquecimento" de Flávio Tavares (último agachado) tambem envolvido. 


O assunto parece fora de contexto, mas vira-e-mexe volta ainda que de forma velada. Os filmes sobre Lamarca e o mais recente sobre Marighela voltam a um tempo cujas marcas não se cicatrizam.

Não há duvidas de que a partir do início da década de sessenta a esquerda se estruturava e uma visão socialista começava a permear toda a sociedade. Fortalecia-se nas ligas camponesas, nas uniões estudantis, nas Universidades, nos movimentos religiosos, nas forças armadas, principalmente no Marinha e Exército. A vitória de Cuba contra Fulgêncio Batista, o comunismo instalado na Ilha, a luta e morte de Che Guevara embalavam o sonho da juventude e procuravam fincar o socialismo na América Latina.

Jânio renunciou e jogou o pais na fogueira. Veio o golpe cívico-militar de 64. A direita apoiou o golpe esperando assumir o poder, mas este ficou com os militares. A ideia era que, dentro de dois anos, devolveriam o poder aos civis. Mas veio o golpe dentro do golpe. Os militares fincaram o pé, deram uma banana para os civis, cancelaram as eleições de 66 e decidiram ficar por mais de vinte anos no poder.

Logo após o golpe em 64, iniciou-se a caça às bruxas. Cassaram inúmeros deputados, expulsaram das forças armadas muitos militares, enfim, expurgaram as repartições públicas e militares. Muitos se refugiaram Uruguai e, liderados por Brizola, tentaram rearticular a esquerda para retomada do poder. A esquerda tentava se articular e muitos grupos vão surgindo, a partir de 65 e, principalmente, a partir de 68. No Rio e Belo Horizonte, os secundaristas, estudantes do Ensino Médio, em uma clara manifestação favorável a uma revolução socialista, mergulharam em reuniões e mais reuniões e uma doutrinação constante. Muitos dos chamados terroristas saíram dos colégios e principalmente das Universidades. Em Belo Horizonte saíram do Colégio Central.

A esquerda, não podendo atuar abertamente, partiu para formação de grupos anônimos, chamados de terroristas, que julgavam tomar o poder através da guerrilha rural e urbana.

Após o golpe, Brizola, do Uruguai tentou rearticular a esquerda, certo de que o caminho para tomar o poder era a guerrilha rural. Montou um grupo para atuar no norte do Paraná que foi facilmente desarticulado. Tentou montar um grupo no Mato Grosso e, em 1967, para surpresa de seu grupo, desistiu da guerrilha e mandou vender um barco de doze toneladas que já navegava nas águas do Tocantins.

Carlos Lamarca, em foto tirada em 1969 em Osasco (SP),  durante treinamento 

Lamarca, capitão do exército, desertor, dedicou-se à guerrilha urbana até ser morto na Bahia em 1972. Marighela, da mesma forma, um comunista veterano, dissidente do PCB, dedicou-se à guerrilha urbana no PCdoB 
Houve divergência nas esquerdas do caminho a tomar. O PCB alinhado à União Soviética, não era favorável à luta armada. Preferiam a movimentação social, a movimentação das massas como houve, posteriormente, nas "Diretas Já’. O PC do B, alinhado e treinado em Cuba ,preferia a guerrilha rural. E o PCBR e ALN, VPR e outros grupos ,alinhados e treinados na China criaram a guerrilha urbana. O PCB alertava aos outros grupos que, não havia condições para a luta armada e que eles seriam vencidos , pois não teriam como confrontar com os militares.

Defendendo, no entanto, a teoria do foquismo, estes grupos acreditavam que, estabelecido um grupo de guerrilha, este teria apoio e adesão da população e se expandiria na região inteira, o que realmente não aconteceu.
Mas por que a guerrilha não deu certo? Houve vários fatores que a transformaram em uma guerra perdida como diz Alfredo Sirkis. Em primeiro lugar, envolveu um número muito pequeno da população, embora tenha havido diversos grupos.

Em segundo lugar, a teoria do foquismo não funcionou. Segundo esta teoria, criado um grupo de guerrilha em uma região esta ia se expandindo com o apoio e adesão da população. Não tiveram o apoio que esperavam da população na guerrilha rural e principalmente na guerrilha urbana voltada para sequestro, para assaltos a Bancos, e a outras instituições. Na guerrilha do Araguaia, onde os guerrilheiros permaneceram uns dois anos até serem descobertos, conquistaram a simpatia e apoio da população com a prestação de serviços. Havia estudantes de medicina qque faziam partos, distribuíam remédios para febre, gripe; professores que alfabetizavam; guerrilheiros que ajudavam pessoas nos pequenos serviços nos sítios. Mas, na terceira expedição do exército, os militares prendiam, torturavam simpatizantes e quem ajudava os guerrilheiros. Com isto, o apoio aos guerrilheiros desapareceu e, em alguns casos, os nativos os denunciavam ao exército.

Outro fator da derrota da luta armada foi que os que aderiam à luta armada era, de modo geral, pessoas muito novas. Fernando Pimentel tinha apenas dezenove anos quando adquiriu sua manqueira ao participar de uma tentativa frustrada de sequestro do cônsul norte-americano em Porto Alegre. Flávio Sirkys, entrou para a luta com dezessete anos e tinha vinte quando participou do sequestro do cônsul suíço que durou quarenta e dois dias, liderado por Lamarca, codinome Carlos. A ex-presidente Dilma era estudante do ensino médio quando entrou para a luta e foi presa com vinte e dois anos. Bete Mendes foi presa com vinte e um anos. Na guerrilha do Araguaia, de sessenta e poucos guerrilheiros, catorze tinham entre vinte e dois e vinte e cinco anos. Apenas um tinha mais de sessenta anos e três, mais de quarenta anos. A esquerda armada era composta de jovens da classe média.

A guerrilha da Serra do Caparaó ilustra muito outro fator de insucesso. Eram pessoas urbanas, vindos de Porto Alegre, que não sabiam viver no mato. Branquelos, logicamente eram logo notados pelos roceiros, tostados pelo sol. Não sabiam enfrentar a umidade da mata nem o frio intenso nas noites. Ficaram sem alimentos, começaram a matar animais e foram logo denunciados e presos.

Mas por que os jovens aderiram à luta armada? Porque o socialismo e comunismo foi a grande utopia do século. Embalou o sonho de uma grande parte da juventude até a dissolução da União Soviética. Havia utopias naquela época.


IVAN BATISTA DA SILVA* é professor e diretor do Colégio Atenas em Patrocínio, MG, e colaborador do portal Rede Hoje

A vitória sobre o Cruzeiro — que nunca havia ocorrido — no dia do aniversário de 68 anos e a manutenção na primeira divisão


Tiro a capa da imparcialidade para destacar o que, na minha opinião, é o fato mais importante que aconteceu na história de quase sete décadas do Clube Atlético Patrocinense: uma vitória histórica no Estádio Pedro Alves do Nascimento, 2 a 1 no Cruzeiro de Belo Horizonte. A torcida presente, vibrante e apaixonada o tempo todo, testemunhou esta história. Ainda hoje (domingo), estarão no ar os melhores momento e toda história deste encontro.

Primeiro: neste sábado, 19 de março de 2022 o CAP completava 68 anos. Estava com problemas sérios. Pelos menos três de seus principais jogadores lesionados e sem dúvida a situação mais complicada era ficar sem Reis, principal atacante. Para o seu lugar, a diretoria contratou Jônatas Obina (um veterano que valeu cada centavo do que custou aos cofres do clube, e pelo que rendeu em campo no único jogo com a camisa grená).

Segundo: o Patrocinense nunca havia vencido o Cruzeiro — um gigante do futebol — e esta vitória veio quando o time mais precisava. Se não vencesse, estaria rebaixado para o Módulo II do Campeonato Mineiro.


No sentido horário: Nilton Santos, Gilmar Uberaba, João Henrique e Enéas, atletas do primeiro time da volta do Patrocinense ao profissional (1985/1987). Fotos: Rede Hoje



Terceiro: o jogo foi assistido presencialmente por ex-atletas que estiveram no time que voltou ao profissional em 1985: o lateral Gilmar (que veio de Uberaba para assistir e dar força), o volante João Henrique (que veio do Prata), o meia Enéas, um dos maiores camisa 10 da história grená (que veio de Irai também ver o jogo), além de patrocinenses que atuaram na época: o atacante Marcelo Fernandes (hoje dono da Escolinha do Cruzeiro na cidade), o zagueiro Fábio Avelar e o grande lateral Nilton Santos. Eles pertenceram ao time de 1985/1987, o começo de tudo na fase atual do clube. Outros, como lateral Jair, da mesma época (hoje morando em Lodrina – PR) e o preparador físico Barrela (em Ribeirão Preto - SP), não puderam comparecer, mas acompanham tudo do CAP de perto e com a mesma paixão de quando atuavam.

Do Rio de Janeiro, o ex-delegado de polícia, atualmente jornalista especialista em Fluminense, onde registra entrevistas com ex-atletas (Pintinho, Valdo, Assis, Renato Gaucho, etc), declarou ao não menos fanático com o CAP, Eustáquio Amaral, que torceu mais para o Patrocinense que para o Flu (que saiu da Libertadores esta semana). “Torci mais pro CAP que pro Fluminense, acredita? Patrocínio em primeiro lugar”, disse. O Eustáquio replicou: “primeiro a pátria-mãe. Eu torço pro CAP até contra a Seleção Brasileira. Sou Galo, mas entre os dois, sou CAP”.

Tanta energia positiva só podia dar no que deu. O CAP classificado para disputar pela sexta vez consecutiva a elite do futebol mineiro, no dia do seu aniversário. Sem esquecer que gigantes da região como URT e Uberlândia foram rebaixados e lá já estão Mamoré e Araxá. O Uberaba tenta voltar este ano. Então, o Patrocinense é o único representante do Triângulo e Alto Paranaíba — o que não é bom, porque quanto mais forte a região for, mais pode reivindicar e mais qualidade terá.

Pra posicionar o leitor, vamos à história do jogo:

O primeiro tempo começou com chances para os dois lados, mas pegou fogo de verdade apenas nos minutos da etapa inicial. Aos 41 minutos, Jônatas Obina recebeu cruzamento dentro da pequena área e só precisou empurrar para abrir o placar para o Patrocinense. Logo na sequência, na saída de bola do Cruzeiro, Matheus Silva errou passe e Samuel roubou a bola. O jogador do time grená saiu em disparada pelo lado esquerdo e bateu cruzado, sem muita força, mas Ezequiel foi enganado pelo quique no gramado e os mandantes ampliaram a vantagem. Ainda no primeiro tempo, a Raposa diminuiu. Aos 47 minutos, após escanteio, a bola bateu no travessão e, na sobra, Adriano apareceu em cima da linha para diminuir. Assim, o jogo foi para o intervalo com 2 a 1 a favor do CAP no placar.

No segundo tempo, o jogo ficou tenso, com muitas faltas para os dois lados. O Cruzeiro chegou a ter as melhores chances e ficou próximo do empate, mas não aproveitou. Já no final do jogo, Ezequiel defendeu chute de Júlio César, cara a cara, e impediu o terceiro gol do time de Patrocínio. Assim, o placar não sofreu novas alterações e terminou com vitória histórica de 2 a 1 para o Patrocinense que garantiu a permanência na elite.

PATROCINENSE: Jacsson; Douglas Dias, Marcão, Alisson Brand (Rayan) e Samuel; Matheus Santos, Michel Elói e Juninho (Igor Maduro); Wellington (Julio César), Jônatas Obina e Márcio Jonatan (Cesinha). Técnico: Max Sandro

CRUZEIRO: Ezequiel; Bruno José (Marcelinho), Weverton (Geovane), Mateus Silva e Bidu; Adriano (Jhosefer), Marco Antônio (Miticov) e Giovanni; Vitinho (Ageu), Daniel Júnior e Vitor Leque. Técnico: Paulo Pezzolano.

GOLS: Patrocinense: Jônatas Obina (41’, 1ºT) e Samuel (43’, 1ºT)

Cruzeiro: Adriano (47’, 1ºT)

Valeu CAP, esse resultado só reforça o amor de tanta gente pelas cores grená e branco, pelo Patrocinense.



Meia hora antes do jogo o torcedor começou a chegar ao Pedro Alves. Foto: Rede Hoje

 


Jefé Consolação ou Gerson do Tó não tinha barreiras: aqui com Chacrinha (um dos melhores comunicadores do Brasil) e Juscelino Kubstcheck (o grande presidente, contrutor de Brasília).
Foto: autor desconhecido


História
. Felizmente, a amada cidade possui. Por isso, relembrá-la, às vezes, colabora na sua perenidade. Assim, como “petiscos” da eternidade, fatos rápidos sobre Olímpio dos Santos, Bernardo Guimarães, onde foi o começo de tudo e a razão das terras patrocinenses serem de Goiás em época distante.

PRIMEIROS CIVILIZADOS – Possivelmente, no tempo do descobrimento do Brasil, a região de Patrocínio era habitada pelos índios araxás e cataguás. Mas, somente em 1668 (alguns historiadores registram 1675), os primeiros homens brancos pisaram o solo patrocinense. Vinda de São Paulo, através do Sul de Minas, rumo à região de Paracatu, passou por Patrocínio, a bandeira de Lourenço Castanho Taques, que massacrou os indígenas. Quase trinta anos após, o famoso Anhanguera, Bartolomeu Bueno, comandou a segunda bandeira, que passou (com pernoite e descanso) pela região de Patrocínio. Ela veio de Sabará, via Pitangui, em direção às terras dos índios goiazes (hoje, Goiás).

EMBLEMÁTICO PRIMEIRO CAMINHO – Na gênese patrocinense, a abertura da Picada de Goiás (caminho para tropas), em 1729, torna-se o grande passo para o surgimento de Patrocínio. A Picada ligava Pitangui a Goiás (região de Catalão), passando pela gleba de José Pires Monteiro, situada entre o Ribeirão Feio e a Lagoa Seca (futura Patrocínio).

A SAGA DO SURGIMENTO – A atual cidade começou a ser erguida na região da Escola Dom Lustosa em direção à região do hoje Bairro Morada Nova. Eram verdes campos à beira de um límpido córrego. Posteriormente, batizado de “Córgo” do Rangel. Em etapas sucessivas foram surgindo a fazenda Bromado dos Pavões, entreposto, aglomerado de casas, lugarejo, povoado, arraial, vila e cidade. Nessas duas etapas (1842 a 1874), a urbe já alcançava a Praça da Matriz (com duas torres). Por isso, a primeira Matriz e a sede do primeiro prédio da prefeitura lá estão (hoje Casa da Cultura).

PATROCÍNIO JÁ FOI GOIÁS – Padre Félix José Soares, português, foragido da capital, Mariana, chega a Desemboque (hoje, município de Sacramento), que torna-se a 2ª Comarca de Minas. Pouco depois, com petição assinada por diversas pessoas da região, dirige-se à Vila Boa de Goyás, quando pede a anexação dos Sertões da Farinha Podre (Triângulo e Alto Paranaíba) à Capitania de Goyás. Obtém êxito. Ele alegava que em Goyás não tinha cobrança do Quinto (mas isso era um engodo).

MEIO SÉCULO DEPOIS A VOLTA – No dia 4 de abril, por meio de Alvará do Rei D. João VI, a região retornava à Capitania de Minas Gerais. A Comarca de Paracatu (sede da Ouvidoria), criada em 1815, possuía a jurisdição dos Julgados de Desemboque e São Domingos do Araxá (a quem Patrocínio pertencia). A versão mais aceita sobre a volta da região a Minas diz que D. Beja teve atuação decisiva. Anos antes, ela foi raptada pelo Ouvidor Joaquim Inácio da Mota, em uma de suas visitas a Araxá. Jovem, bonita, inteligente, Ana Jacinta (D. Beja) morou com o Ouvidor em Paracatu desde então. Sobre ele, D. Beja tinha grande influência (ela teria feito o pedido para o retorno da região a Minas). Com a morte da Rainha D. Maria, a Louca, Inácio Mota resolveu voltar à Corte, no Rio de Janeiro. Nessa viagem, D. Beja, o acompanhou até Patrocínio, onde se separaram de vez. Ele, pela Picada de Goiás, rumo ao Rio. Ela, para Araxá.

ESCRITOR FAMOSÍSSIMO! – Bernardo Guimarães, de Ouro Preto, era juiz em Catalão-GO, nos meados de 1860. Usuário constante da Picada de Goiás, sempre hospedava na Pousada da Rua das Pedras, pertencente a Antônio Alves de Oliveira, na região hoje da Escola Dom Lustosa. Bernardo era jornalista, poeta, professor e garimpeiro. A sua obra “O Garimpeiro”, cita as cavalgadas no Largo do Rosário. E ele foi o primeiro a identificar o patrocinense mais célebre de todos os tempos, o Índio Afonso. Inclusive, um de seus livros mais lidos, escrito em 1872, denomina-se “Índio Afonso”. Esse livro narra a primeira fase do personagem. Bernardo teve mais uma ligação com Patrocínio: o seu irmão foi juiz na Vila de Nossa Senhora do Patrocínio, por volta do ano de 1853.

PRIMEIRO PROFESSOR NOTÁVEL – No final do século XIX, por volta de 1890, Olímpio Carlos dos Santos ensinava aos patrocinenses ler e escrever. Era músico, escritor e carnavalesco também. Sua casa ainda existe na rua que leva o seu nome, nº 181 (na região da Escola D. Lustosa). Sua neta Olga Botelho administrou o belo casarão por anos. O folclórico e saudoso Jefé Consolação era bisneto do professor Olímpio (Jefé era filho do dentista e craque do Ipiranga nos anos 40/50, Cristovam Botelho Júnior).

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PAIXÃO POR LIVROS



O poeta cego Argentino, Jorge Luis Borges afirmou certa vez que, em sua vida, procurou mais reler do que ler: Ele dizia: “Creio que reler é mais importante que ler, embora para reler seja preciso haver lido”. Borges, já sem enxergar, fez uma tremenda e comovente declaração de amor ao livro: “Continuo fingindo não ser cego; continuo comprando livros, continuo enchendo minha casa de livros. Há poucos dias fui presenteado com uma edição de 1966 (ele escreveu isso em 1978) da Enciclopédia Brockhaus. Senti a presença dessa obra em minha casa; eu a senti como uma espécie de felicidade. Aí estavam os vinte e tantos volumes, com uma letra gótica que não posso ler, com mapas e gravuras que não posso ver; e, no entanto, o livro estava aí. Eu sentia como que uma gravitação amistosa do livro. Penso que o livro é uma das possibilidades de felicidade que temos, nós, os homens”. (Quando descobri essa foto, parei tudo que estava fazendo. Ela se tornou capa de minha página no Fuxicobook for sempre.


MURAL DA GRATIDÃO

Em 06/06/1972, a APAE DE PATROCÍNIO, alcança BODAS DE OURO. Tempo de celebração. Tempo de ver que tudo valeu a pena. Tempo de renovação de pacto.

Se você olhar para a logomarca da entidade, você vai entender tudo.


Lá está uma MARGARIDA AMARELA, como se sabe, uma flor frágil, delicada, cujo significado é pureza, paz, bondade e afeto. O que simboliza? O aluno da entidade.

AS MÃOS ABERTAS EM POSICÃO DE AMPARO E PROTEÇÃO, representa os cuidadores da instituição representados pela Parceria da Comunidade, Diretoria Voluntária, Fisioterapeutas, Psicólogos, Fonoaudiólogos, Pedagogos, Terapeuta Ocupacional, Assistente Social, Enfermeira, Professor de Educação Física, Odontólogo, Médico, Professores, Coordenadores e Equipe de Apoio. Todos protegendo a Florzinha Especial.

OS LOUROS, são as recompensas, a glória alcançada pelas lutas. Pode observar que a grinalda de flor verde abrange a margarida e as mãos abertas. Ou seja, todos serão recompensados.

São 2.201, Apaes no Brasil, a de Patrocínio está entre as melhores.

Entidade séria. Num país onde ninguém confia em ninguém, uma pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest, a pedido da Federação Nacional das Apaes, mostrou que a Apae é conhecida por 87% dos entrevistados e tida como confiável por 93% deles.

A Apae de Patrocínio, inspira credibilidade e transborda gratidão.

  

Uma entidade é feita de pessoas para pessoas. (Voce não precisa ter alguém com deficiência na família para reconhecer sua importância).

Portanto, 50 obrigado! a quem ajudou, ajuda e ajudará a Apae de Patrocínio.

MURAL DA GRATIDÃO

( Mande o nome que, por questão de justiça, não pode ficar fora da lista) OBRIGADO:

DEUS, Dr. Walter Pereira Nunes, Manuelina Aparecida Alves Ferreira, Walter Guilherme Ferreira Nunes, Nenê Constantino, Dona Áurea, Maria das Graças Oliveira Ancelmo, Maria Cortes, Joãozinho Cortes, Dona Hilda Elias, Ana Lúcia Arakaki, Davi Araújo, Honorico Nunes, Dr. Ocacyr de Siqueira, Gerson Barbosa, Nely Amaral, Divino Ribeiro, Terezinha Inês Rezende Alves, Aurivânia, Auristela e Cristiane Constantino, Fausto Ribeiro, Ronaldo Samuel, José Maria Campos, Adélia Aparecida, Bruno Ferreira Nunes, Dr. Fernando Bernardes Dias, Cláudia Correia Nunes, Romilda Maria da Silva Oliveira, José Carlos Dias, Régia Lemos, Gesleida Nogueira, Samira Ribeiro, Gislene Cortes, Marilúcia de Ávila Cortes Lemos, Oliveira dos Reis Moreira, Cristina Arakemi Myaki, Rubéns Rocha Machado, Aparecida Caixeta Oliveira, Denise Aparecida Fornaro Brito, Eides Marlene Fontes Soares, José Manoel de Souza, Dr. Wagner Haguiara, Ararê Martinho, joão Pievarson, Márcia Barbosa, Graciella Magalhães, Rosa Helena, Nelma do Carmo Fernandes Borges, Alline Cruvinel, DEUS...

NOTA DE RECONHECIMENTO.




Convenhamos. Nenhum outro cidadão é mais fustigado e contraditado do que o político. A imagem do homem público no imaginário popular é péssima, por conta dos lobos em pele de cordeiros que proliferam no meio.

É assim. Se o político faz e divulga, ele quer aparecer. Se ele não divulga, não tem o que mostrar.

Se aparece em público, quer votos, se não aparece; tem medo do povo e por ai vai.. Isto posto e posto isto. Faço um reconhecimento público espontâneo.( Minha pena é livre)

Aconteceu, ( 15/ 03) Dia do Consumidor, no Plenário da Câmara Municipal de Patrocínio o 1° SEMINÁRIO DO CONSUMIDOR DE PATROCÍNIO.

Este evento franqueado ao público, ( 0800, di gratis) aglutinou ilustres palestrantes e teve um grande diferencial: Foi totalmente pago pelo Vereador Ricardo Balila. (Pelo que se sabe, não é um cidadão bom de bolso) Veja bem. Ele supostamente, deve ter ido ao Prefeito, do qual é líder no Legislativo, solicitando ajuda financeira para tirar a ideia do papel. Quem sabe ouviu o famoso mantra: " Não tem dinheiro" Não deve ter recebido aquele sinal verde. O que ele fez? Fez. Chamou a responsa para sim. Pos a mão no próprio bolso. Foi na raça, na saliva e na sola do sapato, bancou o evento com a sua marca: A garra.

Quem faltou, quem fez pouco, perdeu. Conteúdo de alto nível. Noite memorável com a fala de Dr. Carlos Alberto Alves, Dr. João Paulo Fanucchi, Dr Henrique Ferreira Franco Murta e Nilson José Caixeta, representando as Acip/ CDL( Esse brilhou no improviso, pode iniciar a carreira de palestrante)

Deputado Federal Zé Vitor e Deputado Estadual Cleitinho, foram aliados de peso, reforçaram a importância e a grandeza do evento.

Foi edificante.

Uma falta. Faltou gente do comércio. E

Por que os alunos do Direito do Unicerp não se fizeram presentes em peso?

No evento, obviamente esteve presente, Rodrigo de Oliveira, novo Diretor Executivo do Procon patrocinense. Pasmem, com apenas 08 dias úteis á frente da instituição, chegou chegando. Organizou a casa internamente, fez várias pesquisas de preços de combustíveis, gás de cozinha, cesta básica. Etc. O pessoal que usa de má fé, vende gato por lebre, fura o olho do cliente, já viu que não terão vida fácil com o filho da dona Creuza.

Balila propõe uma parceria entre o Procon e OAB local, com isso, causa perdida, será quase impossível por estas plagas.

Foi brilhante, Balila. Fecham portas, voce abre janelas.

Nosso reconhecimento.

A RAINHA DONA MARCELA TEM UMA SÓSIA

Uma é a Elizabeth 2ª, Rainha da Inglaterra; a outra é a Dona Marcela Campos, esposa do saudoso Dr Ocacyr Siqueira. Ambas na altura dos seus vinte e poucos anos. A foto da Rainha da Praça Matriz, está no arquivo virtual do Museu Profº Hugo Machado; a, da Rainha inglesa, na Rede Social, Pinterest. Duas majestades. Uma não perde da outra em nada. Nem na beleza, nem na simpatia. ( Só acho o Dr. Lucas mais arrumado do que o Príncipe Charles. Mas também, né? rsrs ) Olha elas... Só eu que acho ambas parecidas?

FRASE PORRETA

"Na realidade, no momento atual e global muitos de nós deixamos simplesmente de querer saber do futuro. E parece recíproco: o futuro também não quer saber de nós." ( Mia Couto)

PERGUNTAS CAPciosas

Será se os atuais jogadores do CAP, sabem que o Time Grená vai celebrar 68 anos nesse 19 de Março? Não nasceram aqui, é verdade, mas podem levar pra sempre uma mancha em seus currículos. REBAIXAMENTO. Vai ser essa mesmo a cereja do bolo?

HÁ SE ELE ACEITASSE SER O PREFEITO DE PATROCÍNIO!



( Está com um tempinho para ler parte do curriculum dele?) é advogado, professor universitário e historiador com Mestrado em Educação Superior e três Especializações em Administração (na área de Gestão Empresarial), História Moderna e Economia Contemporânea. Superintendente da Expocaccer Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado. O esposo da Profª Léia Luiza; pai do Dr.Thiago Lima e Drª Luiza Lima é Palestrante/conferencista, (Doutrina Espírita e qualquer outro tema, tendo se apresentado, até fora do país), escritor e acadêmico da Academia Patrocinense de Letras, cruzeirense. Reza a lenda que ele teria nascido em São Gotardo, mas pelas raízes, frutos e os laços criados em Patrocínio, fica difícil comprovar a narrativa. Brincadeirinha São-gotardenses. (*Sqn *só que não) Na verdade um homem dessa estirpe é um cidadão do mundo. O pessoal do Sistema Difusora de Rádio, deu uma tacada de mestre. José Maria Campos, apresentador do quadro “Comentário do Dia”, tirou férias e o pessoal da emissora convidou o Profº Simão Pedro, para cobrir as férias do ”Pré”. ( E as férias dos colaboradores da Difusora, parece que duram dois meses, eles somem). Já disse que o ‘hors-concours,’ Jota Campos, tem o dom de retirar a quintessência dos fatos do cotidiano. Profº Simão, não deixou o nível da atração cair. Comentários bem pertinentes e inteligentes. Isto por que, o homem tem como marca um incrível poder de síntese. Zero pedantismo e arrogância verbal. Em sua fala, SPL, discorre com a naturalidade de um regato na colina. O homem conquistou a rara sofisticação da humildade cristã. Não é somente a fala, desfecha tudo que faz com a precisão de relojoeiro. HÁ, SE SIMÃO PEDRO DE LIMA, ACEITASSE UM DIA SER O PREFEITO DE PATROCÍNIO!


DIA INTERNACIONAL DA FELICIDADE

Nesse 20/03 além de ser aniversário do poeta Flávio almeida, celebra-se “O International Day of Happiness”, como é conhecido internacionalmente, tem o objetivo de promover a felicidade e alegria entre os povos do mundo, evitando os conflitos e guerras sociais, étnicas ou qualquer outro tipo de comportamento que ponha em risco a paz e o bem-estar das sociedades. (Lembrando que temos uma guerra terrível em curso) O Dia Mundial da Felicidade foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas), em junho de 2012. Mas, o "pontapé inicial" da iniciativa foi do Butão, um pequeno país asiático, que se orgulha de possuir uma das populações "mais felizes do mundo". Ai eu te pergunto. Se até o povo do Butão é feliz, uai, por que a gente não pode ser?

HORINHAS DE DESCUIDO...

Em cada cantinho desse vasto Planeta, seja em Vanuatu, Anta Gorda, Sovaco de cobra, ali na localidade de Santantõe ou aqui no Morada Nova em Patrocínio, todo dia o homem ( e a mulher, craro) se levanta com um desejo comum à toda humanidade: SER FELIZ. E nesta busca, tantas vezes desenfreada, frenética, louca, passional ou silenciosa, passa pelos dias, pelos anos e ... pela vida. Que passa num piscar de olhos. (Bem entendido, essas pálidas considerações não vale para aqueles que vão viver mais duzentos anos.)

Talvez porque nunca tenham conseguido definir dentro de si mesmos o significado do que é ser feliz. Como caçadores inábeis saem em busca deste misterioso pote de ouro por trás do arco íris. Muita gente é feliz pra carálio e não sabe. Guimarães Rosa já dizia: “Felicidade se acha é em horinhas de descuido ...” Isto bem posto e bem dito. Eduquemos, pois o nosso olhar para as coisas mais triviais e simples do dia a dia...Arte que somente as crianças nos ensinará. ..(Num domingo á tarde na praça Sérgio Pacheco em Uberlândia, parei o meu olhar vendo crianças passearem pra lá e pra cá em uma carrocinha. Detalhe: Sem corda, o cavalinho feliz, seguia o homem; que feliz caminhava pela praça; eu e minha filha ficamos felizes admirando aquela cena: (Foto: Dª Melva Magalhães.)

Publicado na Gazeta de Patrocínio, Portal Rede Hoje e Pol. | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.




Colégio Dom Lusosa na primeira metade do século XX. 
Foto: Fundação Casa da Cultura


Pesquisa.
É o fundamento para o bom conhecimento. Com a ajuda da “Enciclopédia dos Municípios Brasileiros”, editada em 1959, mais revelações oficiais de como foi o município de Patrocínio nos anos 50. Coisas surreais para as atuais gerações. Mas que valem a pena serem conhecidas (ou lembradas). A importância do Hotel Serra Negra, a pujança das melhores escolas do Alto Paranaíba, como era a imprensa, a vez da cisterna e lamparina, e, quem cobria o constante déficit da Prefeitura. Fatos inimagináveis. Fatos sobrenaturais para a realidade atual.

BERÇO DA EDUCAÇÃO REGIONAL – A partir dos anos 30 até a década de 60, o Ginásio Dom Lustosa (padres holandeses) e Escola Normal Nossa Senhora do Patrocínio (freiras belgas, em parte) dominaram a qualidade do ensino no Alto Paranaíba. Por isso, tanto um como o outro recebiam alunos(as) em seus internatos (alunos que residiam nas próprias escolas, sob severa vigilância, no aspecto educacional, religioso e comportamental). Nos anos 50, por exemplo, nos internatos eram registrados adolescentes de Patos de Minas, Monte Carmelo, Coromandel, Paracatu, Carmo do Paranaíba e de diversas outras cidades. Nas duas escolas, havia quase 100 alunos(as) ao ano, no Internato. A cidade possuía, nos anos 50, três estabelecimentos de ensino secundário (Dom Lustosa, Professor Olímpio dos Santos e Escola Normal), dois de ensino pedagógico e um de ensino comercial (Escola Padre Mathias, depois substituída pelo Colégio Olímpio dos Santos). No ensino primário, em 1956, existiam 45 unidades escolares (hoje, 42 de ensino fundamental), 106 professores (hoje, 685 no Fundamental) e quase 4.000 alunos (hoje, quase 12.000 matrículas no Fundamental).




Hotel Serra Negra. Foto: reprodução da TV Hoje|Rede Hoje

HOTEL SERRA NEGRA – Desde a sua inauguração nos anos 20 até os anos dourados, o saudável local também era chamado de Hotel Balneário ou Parque Hotel. Turistas da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Goiânia e Uberlândia, para não dizer de Patos Minas (sobretudo), Monte Carmelo e outras cidades do Triângulo, tinham Serra Negra como alternativa (talvez, pela questão de preço) ao Grande Hotel de Araxá. Era usual, muito comum, fazer e passar a “lua de mel” no Hotel do Serra Negra. No hotel havia o tradicional banho com lama medicinal, a maravilhosa fonte de água sulfurosa (tem até foto nessa Enciclopédia de 1959), a fonte de água radioativa e o magistral hotel no meio da mata, com límpido córrego em sua frente (na Enciclopédia, mais fotos desse aconchegante hotel, há setenta anos). Hoje, restaram as ruínas, o desprezo, o desaparecimento quase total das águas e a... saudade de um tempo de glória e magnífico.

MACHISMO MANDAVA... – Em três atividades no Município não tinha mulher e hoje é normal tê-la. Segurança pública (polícias militar e civil) tinha somente 23 homens e nenhuma mulher, conforme registra o Censo de 1950. Na atividade comércio de imóveis e valores mobiliários, crédito e seguros (portanto, incluindo os três bancos) havia 50 homens trabalhando e “zero” mulher. Como também nas indústrias extrativas, que possuía 43 homens.

NEM ÁGUA, NEM LUZ... – Em 1954, estavam edificadas 2.338 casas (incluindo os poucos prédios). Somente 1.030 delas tinha “pena” d’água (“pena” é igual à ligação de água à casa). E 1.118 casas tinham ligação elétrica, que por sinal, com energia bem fraquinha. Assim, mais da metade da cidade não tinha nem água, nem luz. Nessas casas a “cisterna” e a lamparina a querosene (ou vela) eram a única solução.

POUCO BANCO, POUCO COMÉRCIO, TACANHA IMPRENSA – Banco do Brasil (Rua Presidente Vargas), Banco Mineiro da Produção (Rua Presidente Vargas) e Banco Comércio e Indústria (Praça Honorato Borges) formavam a rede bancária. Na cidade, em 1950, existiam 318 varejistas (“armazéns”, “vendas”, boteco, bar e lojinhas de quitanda, como o Café da Vovó) e 12 atacadistas (arroz e de comércio em geral). A Rádio Difusora (Praça Honorato Borges) era verdadeira vitrola, que tocava 78 rotações (disco de vinil com duas músicas). Entrava no ar às 7 horas da manhã e encerrava a transmissão às 17 horas. Pois, não havia energia suficiente à noite. Programas jornalísticos inexistiam. No meio da semana e aos domingos aconteciam os programas de auditório. A Gazeta de Patrocínio (redigida, impressa e entregue por Sebastião Elói) circulava aos domingos, com quatro páginas, onde duas eram compostas só de propagandas.

PREFEITOS PAGAVAM CONTAS DA PREFEITURA... – “É mentira, Terta?!” Parece até a expressão de Pantaleão, personagem mentiroso de Chico Anísio (ver no Youtube). Em 1951, a Enciclopédia registrou arrecadação municipal de Cr$ 1.822.000,00 (um milhão e oitocentos e vinte dois mil cruzeiros). Mas, a despesa pública foi de Cr$ 2.389.000,00. Déficit, portanto, de Cr$ 567.000,00 (cruzeiro era a moeda da época). Nos anos subsequentes, 1952, 1953, 1954 e 1955, o déficit continuou. De três hipóteses, uma é verdadeira. Primeiro, o Estado pode ter ajudado. Segundo, a dívida passou para o próximo prefeito. Terceiro, o prefeito e amigos “bancaram” o déficit. Na verdade, as finanças públicas do Município eram de pequeno montante. Por outro lado, a história oral informa que três prefeitos de Patrocínio nada recebiam. Pelo contrário, emprestavam veículo e trator à Prefeitura, custeavam as viagens (não havia “diárias”), davam dinheiro aos funcionários públicos, e outras “coisitas”. Amir Amaral, Mário Alves do Nascimento e Enéas Ferreira Aguiar são os nomes. Por isso, se não “cobriram” o déficit, certamente contribuíram para a normalidade da Prefeitura. Daí, as três hipóteses conjugadas são a verdade.

POR FIM, É BOM SABER – Nos anos 50, Patrocínio possuía um hotel (Santa Luzia), sete pensões, um cinema (Rosário), sete bibliotecas (Graças a Deus!), Santa Casa com 41 leitos, duas tipografias (Gráfica Pinheiro (?) e Gazeta), nove médicos e 320 aparelhos telefônicos, que se comunicavam, por meio de uma telefonista, que ficava na central telefônica na Praça Santa Luzia (pista da rua Presidente Vargas). Não havia o serviço interurbano (não se falava com outra cidade por telefone). E a companhia telefônica era puramente patrocinense.

A FORÇA ELEITORAL – Nas eleições de 3 de outubro de 1955 (o dia de eleições era sempre esse), dos 8.177 eleitores votaram 4.572 para prefeito, vice-prefeito (nessa época, a eleição para vice-prefeito era separada da eleição do prefeito) e onze vereadores (UDN, PSD e PTB). Para governador e presidente da República também, inclusive a eleição de seus vices era separada. Dessa maneira, viveu uma feliz e maravilhosa geração que está (quase) de partida...

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